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Câmara aprova processo que pode levar à cassação de Lórens Nogueira, acusado de rachadinha

Com a aprovação da admissibilidade da representação, foi instalada uma Comissão Processante que ficará responsável por conduzir os trabalhos de investigação no âmbito do Legislativo municipal
Lórens Nogueira contando as notas de dinheiro (Foto: Reprodução)
Com a aprovação da admissibilidade da representação, foi instalada uma Comissão Processante que ficará responsável por conduzir os trabalhos de investigação no âmbito do Legislativo municipal

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

01/06/26
às
11:30

- Atualizado há 11 segundos

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A Câmara Municipal de Curitiba aprovou nesta segunda-feira (1º) a abertura do processo político-administrativo contra o vereador Lórens Nogueira (PP), investigado por suposto envolvimento em um esquema de rachadinha em seu gabinete. A denúncia foi aceita por ampla maioria dos parlamentares, com 35 votos favoráveis e apenas um contrário, do próprio parlamentar. Lórens falou pela primeira vez sobre o caso nesta segunda-feira (Saiba mais clicando aqui). Ele pode ser cassado ao fim do processo.

Com a aprovação da admissibilidade da representação, foi instalada uma Comissão Processante que ficará responsável por conduzir os trabalhos de investigação no âmbito do Legislativo municipal. O grupo será presidido pelo vereador Serginho do Posto (PSD), terá Mauro Bobato (PP) como relator e o vereador Da Costa (PODE) como membro.

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Segundo Serginho do Posto, a Comissão agirá de forma transparente. “Cinco dias é o processo inicial e a partir desta data teremos os trabalhos. Deixar muito claro a transparência total da Comissão em relação ao espaço. Requeremos documentos ao Gaeco e também as oitivas que deverão acontecer durante o processo. São 90 dias de prazo. É uma investigação interna. Temos os processos de receber os documentos e partir daí começa a fazer suas oitivas. O relator vai indicar ao final do processo, após o acolhimento das informações, ele fará o seu relatório. A partir da relatoria é que vai plenário”, explicou.

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma, afirmou que todo processo de quebra de decoro parlamentar é recebido com tristeza pela Casa. “É uma denúncia triste, que recebemos ao mesmo tempo com responsabilidade, porque temos que ter uma resposta ao eleitor e a cidade de Curitiba. Será garantido ao vereador o direito de ampla defesa também e, lá na frente, será definido pelo arquivamento ou não ao plenário. Recebemos com muita tristeza, porque a quebra de decoro quer dizer que o vereador saiu da linha”, disse.

A denúncia

A denúncia foi apresentada pela bancada do Partido Novo após a repercussão da Operação Déjà-Vu, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. A investigação apura a suspeita de que servidores do gabinete do parlamentar teriam sido obrigados a devolver parte dos salários recebidos, prática conhecida como rachadinha.

Antes de chegar ao plenário, o caso passou pela análise da Corregedoria da Câmara. Em parecer, o corregedor concluiu que existiam indícios suficientes para o prosseguimento da apuração, dispensando a abertura de uma sindicância preliminar.

Com a instalação da Comissão Processante, Lórens Nogueira será formalmente notificado e terá prazo para apresentar defesa prévia, indicar provas e arrolar testemunhas. Após essa etapa, os integrantes da comissão decidirão se recomendam o arquivamento do caso ou a continuidade das investigações.

Se o processo avançar, serão realizadas diligências, oitivas e análise de documentos antes da elaboração do relatório final. Ao término dos trabalhos, o parecer será submetido ao plenário da Câmara.

Para que haja a cassação do mandato, serão necessários os votos favoráveis de pelo menos dois terços dos vereadores da Casa, o equivalente a 26 parlamentares. Caso não seja atingido esse número, o processo será arquivado.

Todo o procedimento deverá ser concluído dentro do prazo máximo de 90 dias, conforme prevê o Decreto-Lei nº 201/1967, que regula o julgamento de infrações político-administrativas por câmaras municipais.

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