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“Não há nada de ilícito”, diz vereador Lórens Nogueira sobre suposta rachadinha com servidora

Ele negou qualquer irregularidade após a divulgação de imagens que fazem parte das investigações da Operação Déjà-Vu, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), que apura um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete
Vereador Lórens Nogueira em discurso na Câmara (Foto: Reprodução)
Ele negou qualquer irregularidade após a divulgação de imagens que fazem parte das investigações da Operação Déjà-Vu, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), que apura um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete

Luiz Henrique de Oliveira

01/06/26
às
10:25

- Atualizado há 14 segundos

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O vereador de Curitiba Lórens Nogueira (PP) falou pela primeira vez durante sessão na Câmara de Curitiba, na manhã desta segunda-feira (1), sobre a acusação de ‘rachadinha’ (ficar com parte de salário dos servidores). Ele negou qualquer irregularidade após a divulgação de imagens que fazem parte das investigações da Operação Déjà-Vu, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), que apura um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete.

Em discurso, o parlamentar afirmou que a movimentação de receber dinheiro de uma servidora, registrada nas imagens, não tem relação com a atividade parlamentar e classificou o episódio como uma transação financeira particular.

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“Quero preservar os servidores do meu gabinete, que trabalham com honestidade. Recebi ameaças e isso foi utilizado de forma extensa em ano eleitoral. Muitos iriam fazer isso antes da verdade falar por si só”, declarou.

Ao comentar especificamente o vídeo que circula que foi divulgado durante a investigação, Lórens afirmou que o conteúdo não demonstra qualquer prática ilegal.

“Sobre o vídeo, causa estranheza. O que as imagens mostram é uma transação financeira com uma pessoa com quem tenho relação financeira há muitos anos. Não há nada de ilícito”, disse.

O vereador também afirmou confiar no trabalho das instituições responsáveis pela apuração do caso.

“Confio nas instituições, na Polícia, no Ministério Público e nos meus colegas vereadores. A verdade tem seu tempo e o meu tempo chegará”, acrescentou.

Defesa questiona abertura de processo

O advogado do parlamentar, Jefferson Costa Vilela Pereira, afirmou que a eventual abertura de um processo político-administrativo na Câmara Municipal deve observar critérios mínimos de admissibilidade e a existência de elementos concretos que justifiquem a investigação.

Segundo ele, a instauração de um procedimento dessa natureza pode causar impactos significativos na vida pública e pessoal do acusado.

“É preciso respeitar alguns requisitos e ter um mínimo de provas e indícios para a abertura desse procedimento. Um processo pode acabar com o sonho de uma pessoa”, afirmou.

O defensor também ressaltou a necessidade de observância do devido processo legal antes de qualquer decisão por parte dos vereadores.

“É preciso assegurar que o procedimento tenha base para nascer. Na nossa avaliação, não existe essa base”, declarou.

A Câmara Municipal de Curitiba decide nesta segunda-feira (1º) se aceita ou não a denúncia apresentada contra Lórens Nogueira. Caso a representação seja recebida pela maioria dos vereadores presentes, será instaurada uma Comissão Processante responsável por conduzir a investigação, que poderá resultar na cassação do mandato do parlamentar.

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