
- Atualizado há 4 anos
Aderindo à mobilização nacional, enfermeiros de Curitiba e Região Metropolitana devem paralisar as atividades nesta quarta-feira (21). Os trabalhadores pedem a aplicação do piso da categoria, suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a greve, os hospitais, clínicas, consultórios e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) devem ter atendimento reduzido ao longo de todo o dia.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc), Isabel Cristina Gonçalves, a categoria vai respeitar a lei e garantir 30% da estrutura de funcionamento.
“Com toda a cautela devida, estamos fazendo essa paralisação de um dia, mas garantindo o mínimo necessário de funcionamento em todos os setores dos hospitais”, descreve.
Segundo o sindicato, a efetivo de 30% deve garantir o atendimento de urgência, emergência e dos pacientes já internados.
“A gente está pedindo que a população evite consultas eletivas e procedimentos simples. Como só a enfermagem irá parar, o paciente ainda terá a assistência de médicos, copa, cozinha e lavanderia. Na área da enfermagem, o cuidado mínimo e necessário será mantido, como aplicação de medicamentos e higiene”, explica Isabel Cristina.
Para o fim da tarde, o Sindesc e o Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) planejam um grande ato unificado para pedir a implantação do piso salarial. A mobilização está prevista para começar às 17 horas, na Boca Maldita.
No último dia 4, o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu o piso nacional da enfermagem aprovado pelo Congresso Nacional e deu prazo de 60 dias para entes públicos e privados da área da saúde esclarecerem o impacto financeiro, os riscos para empregabilidade no setor e eventual redução na qualidade dos serviços.
Barroso justificou risco concreto de piora na prestação do serviço de saúde, principalmente nos hospitais públicos, Santas Casas e hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS), já que os envolvidos apontaram possibilidade de demissão em massa e de redução da oferta de leitos.
A norma, aprovada pelo Congresso Nacional, estabelece piso salarial de R$ 4.750 para os enfermeiros; 70% desse valor aos técnicos de enfermagem; e 50% aos auxiliares de enfermagem e parteiras. Pelo texto, o piso nacional vale para contratados sob o regime da CLT e para servidores das três esferas – União, Estados e Municípios -, inclusive autarquias e fundações.