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O aumento dos casos de doenças respiratórias já pressiona o sistema de saúde brasileiro antes mesmo da chegada do inverno. Acelerar o diagnóstico se tornou uma medida essencial para garantir decisões clínicas mais rápidas, reduzir complicações e conter o avanço das infecções. Principalmente diante dos números alarmantes: o Ministério da Saúde aponta que mais de 800 mortes foram causadas por vírus respiratórios, apenas nos primeiros meses de 2026.
A identificação rápida do agente infeccioso é considerada um dos principais fatores para evitar agravamentos em doenças como gripe, Covid-19 e outras infecções respiratórias, especialmente porque muitas delas apresentam sintomas semelhantes. Quando o diagnóstico demora ou ocorre de forma imprecisa, aumentam os riscos de complicações, internações, uso inadequado de medicamentos e sobrecarga do sistema de saúde.
“Esse tempo tem impacto direto na evolução do paciente. Quanto mais cedo identificamos o agente causador, maiores são as chances de um tratamento assertivo, além da redução do risco de transmissão e complicações”, afirma Thais Machado Mariano Corrêa, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Loccus, empresa especializada em soluções para biologia molecular, diagnóstico e automação laboratorial.
Além de beneficiar os pacientes, a agilidade nos resultados também contribui para reduzir a pressão sobre hospitais e laboratórios, especialmente em períodos de alta circulação viral, explica Thais: “Hoje os vírus respiratórios circulam de forma menos sazonal. Mudanças climáticas, maior circulação de pessoas e baixa adesão à vacinação acabam gerando maior exposição às doenças, o que reforça a importância de um diagnóstico rápido e preciso”.
Nesse contexto, a tecnologia tem assumido um papel cada vez mais estratégico. A automação laboratorial permite reduzir o tempo de resposta dos exames, aumentar a confiabilidade das análises, padronizar processos e diminuir o risco de contaminação, fatores essenciais em cenários de alta demanda.
Especializada no desenvolvimento de soluções para diagnóstico molecular, a Loccus atua no fornecimento de kits de extração e equipamentos voltados a análises rápidas e precisas para laboratórios, pesquisadores e profissionais de saúde em todo o país. Entre os destaques está a Família Extracta®, linha de extratores automáticos de DNA e RNA desenvolvida para otimizar etapas fundamentais do preparo de amostras biológicas para análises moleculares.
O equipamento automatiza processos como a lise celular, etapa em que as células são rompidas para liberar o material genético, a separação por beads magnéticas, pequenas partículas que auxiliam no isolamento mais preciso de DNA e RNA, e a purificação do material genético, removendo impurezas que podem interferir nos resultados.
Com isso, o sistema entrega amostras mais puras e padronizadas, aumentando a confiabilidade de exames como PCR em tempo real e outros testes de biologia molecular. Além de ampliar a produtividade laboratorial, a automação também reduz riscos de contaminação cruzada e a variabilidade entre operadores, um aspecto importante em períodos de surtos e epidemias respiratórias.
Além da tecnologia aplicada aos laboratórios, a empresa também investe em iniciativas para ampliar o acesso ao diagnóstico. Um exemplo é o LabMóvel, laboratório itinerante desenvolvido em parceria com o Instituto Butantan para levar estrutura laboratorial a diferentes regiões do país.
O laboratório, totalmente equipado, é capaz de realizar desde testes de RT-PCR – exame considerado “padrão-ouro” para detectar infecções ativas – até sequenciamento genômico de vírus. O principal objetivo do projeto é acelerar a identificação de agentes infecciosos e monitorar variantes virais nas regiões atendidas, permitindo respostas mais rápidas em cenários de surtos e epidemias.
Criada durante a pandemia da Covid-19, a iniciativa contribui para descentralizar exames e fortalecer a capacidade de resposta em áreas com menor infraestrutura de saúde, ampliando o acesso da população. “A proposta é integrar inovação tecnológica e saúde pública para enfrentar desafios epidemiológicos e contribuir para o avanço no diagnóstico molecular no Brasil”, conclui Thais.