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Chegada do inverno pode intensificar dores causadas por doenças reumáticas

Artrite, artrose e fibromialgia estão entre as condições impactadas pelas baixas temperaturas
doenças reumáticas
Milhões de brasileiros convivem com doenças reumáticas. Foto: Freepik
Artrite, artrose e fibromialgia estão entre as condições impactadas pelas baixas temperaturas

Redação Nosso Dia

23/06/26
às
10:18

- Atualizado há 15 segundos

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A chegada do inverno traz temperaturas mais baixas e mudanças na rotina que podem impactar diretamente a qualidade de vida de milhões de brasileiros que convivem com doenças reumáticas. Com foco na conscientização e na prevenção, especialistas reforçam a importância dos cuidados com a saúde das articulações durante os meses mais frios, período em que pacientes frequentemente relatam aumento das dores, da rigidez muscular e da limitação dos movimentos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, as doenças reumáticas afetam cerca de 15 milhões de brasileiros e compreendem mais de 120 enfermidades que atingem articulações, ossos, músculos, tendões e ligamentos. Entre as mais comuns estão artrite reumatoide, artrose, osteoporose, gota e fibromialgia.

Embora o frio não seja responsável pelo surgimento dessas doenças, pode intensificar os sintomas já existentes. “Muitos pacientes sentem piora das dores articulares durante o inverno devido a uma combinação de fatores, como as baixas temperaturas, maior rigidez muscular e redução da circulação periférica. O frio não causa a doença, mas aumenta a percepção dolorosa e pode comprometer a funcionalidade de quem já possui essas condições”, explica o médico reumatologista da Hapvida, Fábio Henrique Urbaneski.

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Entre as doenças que costumam apresentar agravamento dos sintomas nesta época do ano estão a artrite reumatoide, a fibromialgia, a osteoartrite, popularmente conhecida como artrose, as espondiloartrites (doenças inflamatórias crônicas) e a esclerose sistêmica. De acordo com Urbaneski, alguns sinais merecem atenção e podem indicar a necessidade de avaliação médica, como inchaço nas articulações, rigidez matinal prolongada, dificuldade para realizar movimentos, dores persistentes por várias semanas e sintomas associados, como fadiga, febre e perda de peso involuntária.

Doenças reumáticas

Segundo o especialista, o reconhecimento precoce desses sintomas é fundamental para o diagnóstico oportuno e para o início do tratamento adequado, reduzindo o risco de sequelas e preservando a qualidade de vida dos pacientes.

Outro fator que contribui para a piora dos sintomas durante o inverno é a redução da prática de atividades físicas. Com as temperaturas mais baixas, muitas pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e diminuem o nível de movimentação corporal, favorecendo o aumento da rigidez articular.

A diminuição da atividade física está entre os principais fatores associados ao agravamento das dores musculoesqueléticas. “Quando permanecemos mais tempo parados, ocorre perda de condicionamento muscular, redução da flexibilidade e aumento da rigidez das articulações”, explica o reumatologista.

Para minimizar os impactos do frio, a recomendação é manter uma rotina regular de exercícios, respeitando as orientações médicas e as limitações individuais. Caminhadas, alongamentos, hidroginástica, pilates e musculação estão entre as atividades indicadas. Além disso, hábitos como manter uma alimentação equilibrada, controlar o peso corporal, evitar o tabagismo e preservar uma boa qualidade do sono também contribuem para reduzir processos inflamatórios e melhorar o bem-estar.

Pessoas idosas, pacientes com doenças reumáticas já diagnosticadas, indivíduos sedentários e/ou com problemas circulatórios estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do inverno. Para eles, cuidados simples podem fazer a diferença, como manter o corpo aquecido, especialmente mãos e pés, seguir corretamente os tratamentos prescritos e não interromper o acompanhamento médico.

Urbaneski também chama atenção para um equívoco comum: associar dores articulares ao envelhecimento natural. “Embora algumas alterações musculoesqueléticas sejam mais frequentes com o avanço da idade, a dor persistente não deve ser considerada normal. Quando há recorrência dos sintomas, inchaço, rigidez ao acordar, limitação funcional ou deformidades articulares, é fundamental procurar avaliação especializada para investigação adequada”, conclui.

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