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Delegada explica o que levou adolescente de 15 anos a atirar em lanchonete em Campo Mourão

De acordo com a delegada, o jovem relatou que guardava ressentimento desde 2024, quando, segundo ele, a mulher de 40 anos apontada como alvo do atentado teria coordenado uma ação que terminou com agressões contra ele e sua mãe
(Foto: Reprodução)
De acordo com a delegada, o jovem relatou que guardava ressentimento desde 2024, quando, segundo ele, a mulher de 40 anos apontada como alvo do atentado teria coordenado uma ação que terminou com agressões contra ele e sua mãe

Redação Nosso Dia

20/07/26
às
15:22

- Atualizado há 11 horas

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) revelou novos detalhes sobre a investigação do ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas e três feridas em uma lanchonete de Campo Mourão no último fim de semana. Segundo a delegada Laís Mendonça Alves, o adolescente de 15 anos apreendido pelo crime confessou os disparos e afirmou que agiu por vingança.

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De acordo com a delegada, o jovem relatou que guardava ressentimento desde 2024, quando, segundo ele, a mulher de 40 anos apontada como alvo do atentado teria coordenado uma ação que terminou com agressões contra ele e sua mãe. O adolescente também afirmou ter sido vítima de uma tentativa de homicídio naquele ano, episódio que, posteriormente, teria resultado na morte de seu irmão.

“Ele confessa a prática do crime. Alega que foi devido a uma vingança por fatos ocorridos em 2024. Segundo o relato dele, a mulher de 40 anos, que era o alvo principal, teria coordenado uma ação que resultou em lesões corporais na mãe dele e nele próprio, além de uma tentativa de homicídio da qual foi vítima, que posteriormente ocasionou a morte do irmão”, explicou a delegada.

Ainda conforme a investigação, o adolescente disse que esperava uma oportunidade para atacar a mulher e que a encontrou ao vê-la na lanchonete. “Ele alegou que já pensava em cometer esse atentado há bastante tempo, mas nunca havia encontrado a oportunidade. Ao passar pelo estabelecimento e confirmar que ela estava no local, decidiu agir”, afirmou Laís Mendonça Alves.

Arma pertenceria ao irmão morto

Durante o interrogatório, o adolescente afirmou que a arma utilizada no crime pertencia ao irmão falecido. Segundo a delegada, ele negou ter comprado ou recebido o armamento de terceiros. “As alegações do adolescente são de que essa arma pertenceria ao irmão dele, que ele não teria comprado nem negociado essa arma. Disse que a manteve em sua posse justamente com a intenção de vingar os fatos que aconteceram com sua família”, explicou.

A arma foi apreendida pela Polícia Civil e será submetida à perícia. Os investigadores também apuram se ela foi utilizada em outros crimes registrados em Campo Mourão.

Mãe foi liberada

A delegada informou ainda que a mãe do adolescente, presa em flagrante durante as diligências após a polícia encontrar munições, drogas, antenas para bloqueador de sinal e material explosivo na residência da família, já foi colocada em liberdade. Ela responderá ao processo em liberdade, enquanto a investigação prossegue para esclarecer sua eventual participação no caso.

Namorada é investigada

Outro ponto investigado é a participação da namorada do adolescente. Segundo a delegada, a polícia apurou a possibilidade de ela ter prestado apoio logístico ao suspeito após o atentado. Conforme o depoimento do adolescente, ela o buscou somente depois que ele voltou para casa, trocou de roupa e deixou o imóvel. A jovem teria afirmado que não sabia do crime quando o auxiliou.

“A investigação ainda está em andamento. Nós não adotamos integralmente a versão apresentada pelo adolescente. Vamos apurar todas as possibilidades”, ressaltou a delegada.

Questionada sobre o material explosivo encontrado na residência, Laís Mendonça Alves afirmou que a origem dos artefatos ainda está sendo investigada. Segundo o adolescente, ele teria encontrado os explosivos enquanto pescava em um lago e decidiu levá-los para casa. A Polícia Civil informou que a versão será verificada durante o andamento das investigações.

Adolescente ficará internado

Após ser identificado no fim de semana, a Polícia Civil representou pela apreensão do adolescente. O pedido foi aceito rapidamente pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário de Campo Mourão.

Com isso, o jovem permanecerá internado provisoriamente em um Centro de Socioeducação (Cense), onde ficará à disposição da Justiça enquanto o caso é investigado.

Além disso, a polícia suspeita que ele possa ter envolvimento em outros crimes ocorridos na cidade. A apreensão da arma utilizada no atentado poderá ajudar a esclarecer essa hipótese por meio de exames periciais.

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