
- Atualizado há 3 anos
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Os guardas municipais de Curitiba terão que usar as câmeras corporais no período integral de trabalho. É o que determinou a Prefeitura de Curitiba por meio de um decreto, em vigor desde a última sexta-feira (12). Agora, são 30 dias para o protocolo ser atualizado.
Conforme o documento, a partir de agora o guarda, ao entrar em serviço, terá que acionar imediatamente o botão de gravação de vídeo e áudio do equipamento, para acontecer o registro até o fim da atividade. Só será permitido o desligamento da câmera no intervalo de trabalho e no momento das necessidades fisiológicas.
A diferença em relação ao antigo protocolo é que os guardas só ligavam as câmeras no momento da abordagem. O documento proíbe ainda o desligamento e manutenção da câmera para ajustes, bem como a habilitação ou debilitação de qualquer uma das funcionalidades.
A intenção, conforme a Prefeitura de Curitiba, é promover mais transparência e segurança para os agentes e a população.
A mudança vem após a morte do adolescente Caio José Ferreira de Souza Lemes, de 17 anos, em março deste ano, na Cidade Industrial de Curitiba. Ele foi abordado por guardas municipais e a suspeita é de que houve um tiro acidental. As investigações apontam que as câmeras corporais dos guardas envolvidos estavam desligadas e que uma faca teria sido plantada no local do crime junto ao corpo do adolescente.

Um mês depois do caso, no fim de abril, a GM concluiu a sindicância que apurava a conduta dos agentes envolvidos na morte do adolescente e eles continuam afastados
Procurada na época pelo Portal Nosso Dia, a Corregedoria da GM informou, por meio da Prefeitura de Curitiba, que a investigação administrativa apontou indícios de irregularidades na ação dos agentes que participaram da abordagem e morte de Caio José.