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Com pacientes até no corredor de UPAs, Campo Mourão decreta calamidade pela dengue

Além do trabalho de campo dos agentes de endemias e pulverização com bomba costal, a Secretaria Municipal de Saúde vai aumentar o número de médicos
Pacientes com dengue aguardando atendimento (Foto: Divulgação Assessoria)
Além do trabalho de campo dos agentes de endemias e pulverização com bomba costal, a Secretaria Municipal de Saúde vai aumentar o número de médicos

Redação*

22/02/24
às
6:54

- Atualizado há 2 anos

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Com 443 casos confirmados de dengue e pacientes até no corredor de Unidades de Pronto Atendimento, o município de Campo Mourão, no Oeste do Paraná, encontra-se em epidemia da doença. Por isso, a administração municipal decretou estado de calamidade pública, com adoção de medidas mais enérgicas e inadiáveis. O decreto foi publicado na edição do órgão oficial eletrônico desta terça-feira, dia 20 de fevereiro.

Além do trabalho de campo dos agentes de endemias e pulverização com bomba costal, a Secretaria Municipal de Saúde vai aumentar o número de médicos na UPA e Pronto Atendimento no Lar Paraná, bem como profissionais da enfermagem para agilizar o processo de medicação e hidratação dos pacientes.

Somente nesta segunda-feira (19), cerca de 700 pacientes foram atendidos com sintomas de dengue no município. “É preciso que fique claro que se a população não colaborar eliminando os focos do mosquito, todo nosso esforço não dará resultados efetivos. A única medida eficaz é evitar a proliferação do mosquito, que além da dengue transmite outras doenças”, enfatiza a secretária municipal de Saúde, Camila Corchak.

O número cada vez mais expressivo de casos tem resultado em maior tempo de espera por atendimento nas unidades. “Sabemos que a pessoa está ali com dores, temos feito o possível para diminuir o tempo de espera, mas enfrentamos limitações de profissionais para prestar assistência”, acrescenta a secretária.

FUMACÊ – Sobre a pulverização com fumacê, ela esclarece que depende de liberação da Secretaria Estadual da Saúde. Porém a medida é considerada de baixa eficácia, porque só mata o mosquito adulto que estiver voando e a maioria das pessoas não segue as orientações de deixar a casa aberta na hora da pulverização.

Além disso, a pulverização contamina bebedouros de animais, mata abelhas e outros insetos responsáveis pelo equilíbrio ambiental. “O modo mais eficaz de combate a dengue é a eliminação de criadouros do mosquito. Por isso que os agentes de endemias visitam as residências orientando as pessoas e realizamos caminhadas ecológicas constantemente”, completa.

*Com informações da Prefeitura de Campo Mourão

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