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O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Tico Kuzma, é investigado por suspeita de cobrar R$ 3 mil para nomear pessoas em cargos públicos no Poder Executivo Municipal. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (29) pela promotora de Justiça, Nicole Gonçalves, responsável pela investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), durante coletiva sobre a Operação Prática Corrente.
Segundo a promotora, a investigação teve início há mais de um ano, após uma denúncia apontar um suposto esquema de venda de cargos. “Chegou uma denúncia de que ele pedia um determinado valor, uma cobrança. Ele estaria vendendo os cargos. São hipóteses, estamos investigando. Ele tinha cargos à sua disposição e, para nomear as pessoas, fazia cobrança de R$ 3 mil por cargo”, afirmou.
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De acordo com a investigação, os servidores permaneceriam nomeados por aproximadamente dois anos. Depois desse período, seriam substituídos por outras pessoas, que também fariam o pagamento para assumir o cargo. “Ficaria pelo período de dois anos e, após isso, depois outra pessoa seria nomeada.. Essa é a investigação que está em curso”, explicou a promotora.
Conforme o Ministério Público, a denúncia aponta que a suposta cobrança para obtenção dos cargos ocorreria no âmbito do Poder Executivo de Curitiba. Já na Câmara Municipal, a suspeita investigada é a prática de “rachadinha”, em que parte do salário dos assessores seria repassada ao agente político. A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão contra assessores ligados à Câmara Municipal e pessoas vinculadas à estrutura do Poder Executivo.
Durante os trabalhos, foram apreendidos celulares, computadores, outros equipamentos eletrônicos e anotações que serão analisados pelos investigadores. Também foram encontrados R$ 37,5 mil em dinheiro na residência de um servidor investigado. A promotora afirmou que, neste momento, ainda não há definição sobre o número exato de cargos envolvidos nem sobre os valores que teriam sido movimentados pelo suposto esquema.
Em nota, Tico Kuzma afirmou que ainda não teve acesso formal ao conteúdo da investigação e disse que busca esclarecimentos junto às autoridades competentes. O vereador declarou que irá colaborar com as investigações, negou qualquer conclusão antecipada sobre os fatos e afirmou ter “orgulho da minha trajetória, da minha fé, dos meus valores cristãos” e de sempre ter pautado sua vida pública “pela honestidade, pela retidão e pelo trabalho”.
Também em nota, a Câmara Municipal de Curitiba informou que autorizou o acesso do Gaeco às dependências da Casa, afirmou estar à disposição para colaborar com as investigações e disse que ainda não foi formalmente comunicada sobre os fatos que motivaram a operação. Até o momento, não houve denúncia oferecida pelo Ministério Público, e as investigações seguem em andamento.