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Possível venda de cargos e “rachadinha”, diz MP sobre investigação contra Tico Kuzma, presidente da Câmara de Curitiba

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em Curitiba
(Foto: Câmara de Curitiba)
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em Curitiba

Luiz Henrique de Oliveira

29/06/26
às
10:50

- Atualizado há 28 segundos

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O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Tico Kuzma, é investigado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por suspeitas de participação em um esquema de venda de cargos públicos na estrutura do Poder Executivo Municipal e de prática de “rachadinha”. A apuração faz parte da Operação Prática Corrente, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta segunda-feira (29).

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em Curitiba, expedidos pela Vara de Garantias da Comarca. As ordens judiciais foram executadas em endereços ligados aos investigados, entre eles a Câmara Municipal de Curitiba.

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Segundo o MPPR, o objetivo da operação é apurar a possível comercialização de cargos públicos e a prática de “rachadinha”, esquema em que parte do salário de servidores é supostamente repassada ao agente político.

O nome da operação, “Prática Corrente”, faz referência às sucessivas investigações conduzidas pelo Ministério Público relacionadas a esse tipo de crime.

O que diz a Câmara?

Em nota, a Câmara Municipal de Curitiba informou que autorizou o acesso do Gaeco às dependências do Legislativo e afirmou que está colaborando com as investigações.

“A CMC autorizou o acesso às dependências do Legislativo, em atendimento à solicitação da autoridade competente, e permanece à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários.”

A Casa também informou que, até o momento, não foi formalmente comunicada sobre os fatos que motivaram a operação e que prestará esclarecimentos assim que houver informações oficiais.

O que diz Tico Kuzma?

Também por meio de nota, Tico Kuzma afirmou que ainda não teve acesso formal ao conteúdo da investigação.

“Neste momento, ainda não tenho conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida. Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação.”

O presidente da Câmara disse que manterá colaboração com as autoridades e afirmou que, assim que conhecer oficialmente os fatos, fará os esclarecimentos necessários. Kuzma também declarou que, em períodos próximos às eleições, surgem pessoas de má-fé que tentam desgastar adversários políticos e ressaltou que tem orgulho de sua trajetória pública, pautada, segundo ele, pela honestidade, pela retidão e pelo trabalho.

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