
- Atualizado há 4 anos
Já são praticamente duas décadas em que o celular se tornou indispensável para uma vida, não só na cidade, como também no campo. Com o avanço da tecnologia, o aparelho passou a fazer parte do cotidiano e ser essencial nas tarefas diárias. Para um município que faz limite com Curitiba, porém, os moradores tiveram que se readaptar, uma vez que sofrem com a qualidade fornecida pelas operadoras. Campo Magro é uma cidade turística e os comerciantes lamentam as perdas financeiras provocadas pela, muitas vezes, ausência de sinal.

Edenilson Measki é dono de um restaurante. Ele contou ao Portal Nosso Dia que a única forma de comunicação que tem hoje é pelo WhatsApp, uma vez que conta com uma rede interna de Wi-Fi.
“Em média, 50% dos meus clientes entram em contato por telefone, então prejudica bastante o trabalho. No caso de telefones fixos, temos o monopólio de apenas uma empresa e acaba sendo bem difícil, ainda mais com os furtos constantes de cabos. Na rede móvel, a única operadora que ainda funciona um pouco é a Claro, mas só ligação, 3G ou 4G é impossível. Já tentei falar com a Tim várias vezes, porque é a operadora que tenho, mas é tudo muito difícil”, lamentou.
De acordo com as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a cobertura do serviço de telefonia móvel deve ser de pelo menos 80% da área urbana das sedes dos municípios. O cumprimento das obrigações é acompanhado por fiscalização da agência.
Os serviços essenciais também sofrem com a ausência de sinal. Gustavo Mazur é responsável por um supermercado e, segundo ele, é tudo muito relativo.
“No meu celular, eu até consigo pegar sinal na região mais central, mas tem muita gente que não consegue acesso às ligações. No comércio, se a gente não usa o bom senso, acaba perdendo muita venda. Tempos medievais”, descreveu ao Nosso Dia.
Segundo Mazur, o mercado fica localizado em frente a Prefeitura de Campo Magro, o que evidencia as dificuldades enfrentadas os moradores e turistas. “Hoje muita gente paga por meio digital, como o PIX, então criamos uma rede própria exclusiva para os clientes, caso contrário, é prejuízo”, conclui.
Em consulta ao “Mapa de Cobertura” das operadoras, a Oi é a única que admite cobertura parcial na região. No Jardim Boa Vista, por exemplo, a empresa atende com totalidade apenas a rede 3G.
Claro, Vivo e Tim garantem cobertura completa.
Procuradas, apenas Tim e Vivo responderam ao Nosso Dia até o fechamento desta reportagem.
As duas empresas afirma que atendem a cidade com as tecnologias 2G, 3G e 4G e garantem que cumprem determinações da Anatel.
“Destaca que cumpre os compromissos de abrangência e metas definidas pela Anatel, obedecendo indicadores de qualidade, cobrindo, pelo menos, 80% da área urbana do distrito sede da cidade. A operadora reforça que investe constantemente em ampliações de sua rede móvel para oferecer o melhor serviço a seus clientes em todo o país, considerando a demanda e critérios técnicos para expansão de seu atendimento”, diz a Vivo.
A Tim também cita em nota os 80% de cobertura na área urbana. “Na região citada pelo portal, a operadora salienta que não há, nesse momento, previsão de expansão”, diz.
O espaço permanece aberto para as demais operadoras.