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Câmara recebe representação por quebra de decoro contra vereador flagrado recebendo dinheiro de salário de servidora

Segundo Kuzma, a mesa-diretora se reuniu e decidiu pela admissibilidade da representação, que agora será encaminhada à Corregedoria da Câmara para análise preliminar e adoção das medidas regimentais cabíveis
Lórens Nogueira (Foto: CMC)
Segundo Kuzma, a mesa-diretora se reuniu e decidiu pela admissibilidade da representação, que agora será encaminhada à Corregedoria da Câmara para análise preliminar e adoção das medidas regimentais cabíveis

Redação Nosso Dia

27/05/26
às
9:58

- Atualizado há 2 segundos

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O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma, afirmou nesta quarta-feira (27) que a Casa recebeu uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Lórens Nogueira (PP), investigado por suspeita de “rachadinha” e flagrado recebendo dinheiro em espécie de uma servidora.

Segundo Kuzma, a mesa-diretora se reuniu e decidiu pela admissibilidade da representação, feita por um conjunto de vereadores do partido Novo, que agora será encaminhada à Corregedoria da Câmara para análise preliminar e adoção das medidas regimentais cabíveis.

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“A medida busca assegurar a adequada apuração no âmbito do Poder Legislativo sem prejuízo das competências do Ministério Público e do Poder Judiciário”, afirmou o presidente da Câmara.

Tico Kuzma também informou que a presidência da Casa recebeu o pedido de renúncia de Lórens Nogueira à presidência e ao assento que ocupava no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

“A Câmara dará seguimento imediato aos trâmites para a recomposição do colegiado e também eleição do novo presidente do Conselho”, disse.

O vereador do PP foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado nesta terça-feira (26). A investigação apura possíveis crimes de “rachadinha” e peculato.

Imagens obtidas durante a investigação mostram Lórens recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma servidora nomeada por ele. Segundo o Ministério Público do Paraná, o valor seria parte do salário da funcionária, que devolveria mensalmente quantias ao parlamentar para permanecer no cargo.

Durante a operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo o gabinete do vereador na Câmara Municipal. Duas malas com grandes quantias em dinheiro também foram apreendidas.

Ao comentar o caso, Tico Kuzma afirmou que as eventuais atitudes atribuídas a um agente político não podem ser confundidas com a história e a credibilidade da Câmara de Curitiba.

“A Câmara Municipal de Curitiba é maior do que qualquer conduta individual ou episódio isolado”, declarou.

O presidente também reforçou que o Legislativo seguirá colaborando com as autoridades e conduzindo os procedimentos internos com “responsabilidade, independência e respeito à confiança depositada pela sociedade curitibana”.

A defesa de Lórens enviou o seguinte posicionamento:

Nota da defesa

A defesa do vereador Lórens Nogueira informa que teve acesso aos autos do processo e iniciou a análise técnica para a adoção das medidas jurídicas cabíveis.

O vereador apresentou pedido de desligamento do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, para preservar a regularidade dos procedimentos e evitar questionamento sobre a condução dos trabalhos.

Sobre o pedido de cassação, a defesa ressalta que qualquer iniciativa dessa natureza deve respeitar rigorosamente o devido processo legal, a ampla defesa, o contraditório e a presunção de inocência.

Todos os esclarecimentos serão prestados no momento oportuno, dentro dos autos e pelas vias legais adequadas.

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