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Após mesa de negociação ser aberta, servidores de SJP suspendem greve

A paralisação havia afetado principalmente escolas, CMEIs e unidades de saúde do município
(Foto: Geovane Barreiro - Nosso Dia)
A paralisação havia afetado principalmente escolas, CMEIs e unidades de saúde do município

Redação Nosso Dia

27/05/26
às
8:33

- Atualizado há 14 segundos

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Os servidores municipais de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, decidiram em assembleia nesta terça-feira (26) suspender a greve. A decisão foi tomada após a abertura de uma mesa de negociação com a prefeitura. A paralisação havia afetado principalmente escolas, CMEIs e unidades de saúde do município.

A decisão foi aprovada em assembleia da categoria após uma reunião entre representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São José dos Pinhais (Sinsep), vereadores e integrantes da administração municipal. Uma nova rodada de negociação ficou marcada para quinta-feira (28), às 14h.

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Segundo a presidente do Sinsep, Samia Leiza, vereadores participaram da mediação das conversas e demonstraram preocupação com a falta de diálogo entre a prefeitura e os trabalhadores. “Depois de muito tensionamento, inclusive porque a administração não tinha nenhuma proposta para o sindicato, ficou consignado e aprovado em assembleia a suspensão do movimento de greve”, afirmou.

Conforme o sindicato, durante a reunião o município se comprometeu a apresentar os números oficiais da arrecadação, a situação financeira da prefeitura e uma proposta econômica para os servidores, incluindo a possibilidade de ganho real nos salários a partir de outubro.

Outro ponto acordado foi a reposição dos dias parados sem prejuízo funcional aos trabalhadores. O sindicato também pediu que não haja perseguições ou descontos salariais em razão da paralisação.

Ainda de acordo com Samia Leiza, houve avanço nas discussões envolvendo mães e pais atípicos. A administração municipal informou que deve alterar a redação do projeto para garantir a manutenção da concessão do auxílio-alimentação.

Também ficou encaminhada a avaliação sobre a possível revogação do auxílio-alimentação concedido ao secretariado municipal, benefício que motivou críticas da categoria durante o movimento grevista.

A greve começou após os servidores contestarem o reajuste salarial de 4,9% concedido pela prefeita Nina Singer sem negociação prévia com o funcionalismo. A categoria reivindica aumento real nos salários, reajuste do auxílio-alimentação e melhorias nos planos de carreira.

Segundo o sindicato, mais de 50 escolas e CMEIs ficaram sem aulas durante o dia de paralisação. O município possui cerca de 8 mil servidores ativos, sendo aproximadamente 3 mil da área da educação.

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