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Os cães farejadores que costumam atuar em grandes apreensões de drogas no Paraná deixaram temporariamente as operações policiais para participar de uma disputa que coloca à prova toda a capacidade de detecção de entorpecentes. O 3º Campeonato de Faro de Narcóticos do 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM) reúne, em Cascavel, equipes especializadas de diferentes regiões do Estado.
Ao todo, 25 cães participam da competição, representando 24 batalhões da Polícia Militar do Paraná. O evento também conta com equipes da Guarda Municipal de Cascavel e da Polícia Penal, que colocam seus animais à prova em desafios que reproduzem situações enfrentadas diariamente durante o combate ao tráfico de drogas.
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Nomes conhecidos das operações policiais, como Bersa, Bradock, Hawk, Zhaira, Sheriff, Daia, Becky, Ollie, Raio e Beretta, estão entre os competidores que buscam o título desta edição.
De acordo com o comandante do 6º BPM, tenente-coronel Divonsir, além da disputa, o campeonato tem caráter técnico e busca aperfeiçoar o trabalho desenvolvido pelos canis das forças de segurança.
Segundo ele, a competição já integra o calendário anual do batalhão e proporciona a troca de conhecimentos entre os policiais especializados, contribuindo para o aprimoramento das equipes K9 em todo o Paraná.
Durante as provas, os cães precisam localizar pequenas porções de drogas escondidas em diferentes ambientes preparados para simular ocorrências reais. O desempenho depende não apenas do olfato altamente treinado dos animais, mas também da integração entre o cão e seu condutor, que trabalham em conjunto durante toda a avaliação.
Ao final da competição, serão premiados os conjuntos formados pelo policial e pelo cão que obtiverem o melhor desempenho, com troféus para os três primeiros colocados.
Entre os destaques da competição está Nero, um pastor-belga malinois do Canil da Polícia Militar de Umuarama. Campeão da edição anterior, o cão retorna ao campeonato após superar um dos momentos mais difíceis de sua carreira.
Depois de sofrer uma lesão que evoluiu para um grave processo inflamatório, Nero precisou amputar uma das patas dianteiras. Mesmo com a limitação física, ele continuou em atividade e manteve o desempenho que o tornou referência no faro de narcóticos.
Há cinco anos formando dupla com o animal, o soldado Minikoski acompanha de perto sua recuperação e acredita que a experiência e a dedicação do cão continuam sendo diferenciais importantes na competição e nas operações policiais.
A sigla K9 identifica cães de trabalho utilizados por forças de segurança em diversos países. Esses animais recebem treinamento especializado para localizar drogas, armas, explosivos, pessoas desaparecidas e atuar em diferentes tipos de operações policiais. O termo deriva da pronúncia, em inglês, da palavra canine (canino), que soa como “kay-nine”.
Com informações da Catve.com.