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Duas mulheres denunciaram terem sido vítimas de uma abordagem discriminatória dentro de uma unidade da rede Condor, no bairro Mercês, em Curitiba. O caso ganhou repercussão após um vídeo ser divulgado nas redes sociais, mostrando parte da abordagem e o relato das vítimas. (Assista ao vídeo da abordagem mais abaixo)
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Nas imagens, Thays Matos Silva e Valéria Batista de Souza afirmam que estavam apenas fazendo compras quando perceberam que passaram a ser acompanhadas por quatro seguranças do supermercado. Segundo elas, em nenhum momento praticaram qualquer atitude que justificasse a ação.
“As únicas pessoas que estavam sendo seguidas éramos nós. Além de sermos negras, não fizemos nada”, afirmam as mulheres no vídeo.
Elas relatam que registraram um boletim de ocorrência online e, posteriormente, compareceram presencialmente a uma delegacia para reforçar a denúncia. As vítimas acreditam que a abordagem ocorreu exclusivamente por causa da cor da pele e afirmam ter recebido relatos de outras pessoas que também teriam passado por situações semelhantes na mesma unidade do supermercado.
A denúncia foi acompanhada pela vereadora de Curitiba Giorgia Prates – Mandata, que publicou um vídeo nas redes sociais informando que esteve na delegacia ao lado das duas mulheres para prestar apoio durante o registro da ocorrência.
Assista ao vídeo da abordagem:
Na publicação, a parlamentar afirmou que o mandato busca oferecer acolhimento às vítimas e acompanhar os casos até que sejam devidamente apurados.
“Antes de tudo, é preciso dizer: racismo é crime. A Mandata esteve na delegacia acompanhando a Valéria e a Thaís, que sofreram racismo dentro de um supermercado e decidiram denunciar. Nosso compromisso não é apenas denunciar o racismo nas redes. É acolher quem sofre essa violência, acompanhar cada caso e cobrar providências para que ele não termine na impunidade. Racismo é crime. E toda denúncia fortalece essa luta. Racistas não passarão”, escreveu.
A reportagem entrou em contato com a rede Condor, que afirmou que a abordagem não está dentro do que a empresa prega:
“A Rede Condor tomou conhecimento do relato envolvendo a abordagem de uma cliente em uma de suas unidades e lamenta sinceramente o constrangimento vivido por ela.
A empresa reconhece que a abordagem não ocorreu de acordo com seus procedimentos internos e está apurando o caso com a seriedade necessária, para que todas as medidas cabíveis sejam adotadas.
Ao longo de seus 52 anos de história, a Rede Condor construiu uma relação de confiança com milhões de famílias. Essa trajetória aumenta ainda mais a responsabilidade da empresa de garantir que todas as pessoas sejam recebidas e tratadas com respeito, dignidade e igualdade.
A Rede Condor não compactua com qualquer forma de discriminação, preconceito ou racismo.
A empresa também está buscando contato direto com a cliente, pois considera essencial ouvi-la, compreender plenamente o ocorrido e tratar a situação com respeito, atenção e sensibilidade.