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Meio ambiente e renda: associação faz campanha por separação adequada de lixo na RMC

O aumento de renda é um dos pilares do Programa “Dê a Mão para o Futuro - Reciclagem, Trabalho e Renda”
O aumento de renda é um dos pilares do Programa “Dê a Mão para o Futuro - Reciclagem, Trabalho e Renda”

Geovane Barreiro

19/08/22
às
9:50

- Atualizado há 4 anos

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Mãe de dois filhos, Hilda Paulino trabalha na Associação de Catadores de Materiais Recicláveis da Fazenda Solidariedade (ACARFS) há 13 anos e faz a separação do material que chega até o barracão localizado em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba. Graças a esse trabalho, consegue colocar comida na mesa e pagar as contas em dia. Nos últimos meses, porém, ela e mais 38 famílias passaram a sofrer com a redução de resíduos para reciclagem, o que tem feito o espaço funcionar apenas de segunda a quarta-feira.

ACARFS faz separação do material há mais de 30 anos

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Paraná produziu 2.999.570 toneladas de lixo no ano de 2020. E, apesar de ter um índice considerado bom de destinação, o estado sofre com a ainda pequena porcentagem de material que de fato é reciclado. No Brasil, a Abrelpe estima que apenas 3% do lixo produzido seja reciclado, mesmo com potencial para 30%.

Para tentar aumentar a destinação correta de lixo em Campo Magro, a ACARFS iniciou uma campanha em que pede e ensina a fazer a destinação correta dos resíduos.

Aparecido de Jesus dos Santos é presidente da associação e cita que o objetivo é conscientizar.

“Queremos mostrar para a população que nós iremos passar de porta em porta e trazer esse material para destinação correta. Se a população ajudar a gente, a cidade vai ganhar muito. Hoje nossa destinação adequada na associação é de praticamente 100%, quase mais nada vai ao aterro”, descreve.

A ACARFS hoje conta com um caminhão próprio de coleta e mantém parceria com a Votorantim Cimentos. Parte do lixo recolhido é levado para a produção de combustível em Rio Branco do Sul, também na Região Metropolitana.

Renda

Além da clara colaboração com o meio ambiente, a campanha tem mais um objetivo: possibilitar renda para os trabalhadores do local. Hilda Paulino, por exemplo, conta que começou a trabalhar no local em 2009 e o espaço colaborou para a digna criação dos filhos.

“Eu precisava de renda comecei a trabalhar aqui, na reciclagem. A gente vive disso, muitas famílias dependem do material que chega. Quando aumenta, conseguimos pagar as contas em dia e fazer uma compra melhor, tudo ajuda”, comenta.

O aumento de renda é um dos pilares do Programa “Dê a Mão para o Futuro – Reciclagem, Trabalho e Renda”, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), que presta consultoria à ACARFS.

Campanha

De acordo com Gilson Gonçalves, que é o consultor da ABIHPEC, o programa existe desde 2006 nos estados brasileiros e o trabalho realizado agora em Campo Magro é “exemplar”.

Apresentado ao Ministério do Meio Ambiente, o Dâ a Mão para o Futuro busca de atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, que contempla as questões ambientais, de responsabilidade compartilhada e inclusão social.

Gonçalves lembra que a responsabilidade pelos resíduos é compartilhada, incluindo cidadãos e empresas. “A ideia da campanha é buscar que aumente o material nas cooperativas e associações. Hoje, a maior parte do material que poderia ser reciclado ainda é enviado como orgânico. A ACARFS é diferenciada, tanto na gestão, como na infraestrutura. Com a campanha iniciada, esperamos aumentar o material destinado para a associação. O programa tem algumas diretrizes, mas tudo sendo seguido de forma exemplar”, conclui.

Uma das diretrizes é justamente a de desenvolver ações destinadas a apoiar programas de geração de trabalho e renda e que promovam a inclusão social, a melhoria das condições de trabalho e qualidade de vida dos catadores de materiais recicláveis.

Como ajudar?

Para ajudar a campanha, basta fazer sua parte e separar o lixo. Confira as informações publicadas no panfleto da ACARFS:

É reciclável:

VIDRO – Garrafas, frascos vazios de remédios e perfumes, potes de alimentos, copos, etc.

METAL – Latas de bebidas e de alimentos, ferragens, pregos, panelas, etc.

PAPEL – Embalagens longa vida, jornais, cadernos, revistas, livros, caixas de papel e papelão, etc.

PLÁSTICO – Garrafas de água e refrigerantes, sacolas plásticas, brinquedos, utensílios domésticos, embalagens de alimentos, frascos de produtos de limpeza e de higiene pessoal (xampu, cosméticos, etc.)

Não é reciclável. Deve ser colocado no lixo comum:

Sobras de alimentos, papel higiênico, guardanapos, fraldas descartáveis, absorventes, preservativas, fotografias, etiquetas e fitas adesivas, papel carbono, esponja de aço, espelhos, vidros planos (janelas, tampos de mesa), pratos refratários e óculos devem ser colocados em lixo comum.

Atenção para o lixo do banheiro

Os frascos de xampus, tubos de creme dental, potes de cremes e rolos internos do papel higiênico devem ser separados e colocados para a reciclagem Não coloque esses materiais na lixeira do banheiro com papel higiênico, absorventes e lenços sujos. Quando isso acontece, eles se tornam lixo comum.

Importante

  • Antes de colocar as embalagens para coleta seletiva elimine restes de produtos;
  • Desta forma estará evitando mau cheiro e insetos;
  • Guarde a material reciclável em sua residência até o dia da Coleta Seletiva;
  • Embrulhe vidros quebrados e objetos pontiagudos para evitar acidentes com os catadores;
  • Pilhas e baterias devem ser entregues aos estabelecimentos que as comercializam ou à sua rede de
    assistência técnica autorizada.

TÁ SABENDO?

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