
- Atualizado há 3 anos
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O Governo do Paraná não aceitou emenda que retirava da proposta de reestruturação da carreira dos policiais civis do Paraná a unificação dos cargos de escrivão de polícia e investigador. A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira (4) pelo vice-líder do Executivo na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Gugu Bueno. A oposição lamentou a decisão e disse que será prejudicial à base da Polícia Civil do Paraná.
“A gente aprovou 39 emendas de 77, o que é um recorde, fruto de um grande trabalho da liderança do governo e com participação da oposição. Com toda certeza são emendas que vieram a agregar”, pontuou ao Portal Nosso Dia Gugu Bueno, que ao ser questionado sobre a unificação da função de escrivão e investigador, disse que faz parte de um estudo do Executivo. “Faz parte de uma ideia de reestruturação da carreira da Polícia Civil. Conseguimos retirar o sobreaviso e alguns pontos, mas em outros não”, disse.
Sobre uma possível manutenção do movimento grevista com a não aceitação de algumas emendas, o vice-líder do governo diz que não tem esse temor. “Talvez não agrade a todos os integrantes a proposta, mas entendemos que muitos compreendem que ela será boa”, pontuou.
O líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Requião Filho (PT), afirmou ao Portal Nosso Dia que a proposta de unificação de carreira de escrivão e investigador de polícia está mantido pelo Governo do Paraná. Para ele, essa foi a principal derrota das emendas apresentados à proposta do Executivo para a categoria.
“A principal derrota é a unificação da carreira da Polícia Civil e não conseguimos reverter esse absurdo. São pequenas vitórias e grandes derrotas. Acredito que a discussão se encerra hoje porque o governo tem ampla maioria aqui na Assembleia. Os policiais serão unificados em escrivão e agentes, sendo que fizeram concurso diferentes”, afirmou o petista.
Segundo Requião Filho, manter essa unificação é um grande erro por parte do Governo do Paraná. “Isso vai gerar uma enxurrada de ações e beneficiou os delegados, mas prejudicou a base da Polícia Civil”, pontuou.
Sobre o projeto do Governo, os policiais são contra, por exemplo, a unificação da função de escrivão de polícia e investigador, o que aumentaria a demanda de trabalho e sucatearia o serviço. Outra reclamação é a previsão de 160 horas de sobreaviso além da carga horária que, segundo o Sinclapol, seria sem remuneração. A segunda demanda foi atendida por uma emenda, mas primeira, conforme o relato do deputado petista, não.
Em entrevista ao Portal Nosso Dia, a presidente do Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná), Valquiria Gil Tisque, afirmou que a paralisação dos policiais está mantida por 24 horas e denunciou assédio por parte de delegados para frear o movimento. Saiba mais clicando aqui.