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Sindicato dos policiais civis denuncia assédio de delegados e definem Operação Legalidade

O motivo do assédio seria, de acordo com o sindicato, forçar que os agentes não aderissem o movimento grevista, que aguarda a votação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)
Policiais Civis em manifestação (Foto: Sinclapol)
O motivo do assédio seria, de acordo com o sindicato, forçar que os agentes não aderissem o movimento grevista, que aguarda a votação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)

Redação Nosso Dia

04/07/23
às
8:16

- Atualizado há 3 anos

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No aguardo das emendas de deputados estaduais para o projeto do Governo do Paraná que reestrutura a carreira dos policiais civis, o Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná) denunciou ao Portal Nosso Dia, nesta terça-feira (4), estar havendo um assédio de delegados à base da categoria (investigadores e escrivãos). Além disso, o movimento definiu a realização da Operação Legalidade, na qual os agentes fazem nas delegacias apenas aquilo que é previsto em lei.

O motivo do assédio seria, de acordo com o sindicato, forçar que os agentes não aderissem o movimento grevista, que aguarda a votação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). De acordo com a presidente do Sinclapol, Valquiria Gil Tisque, denúncias sobre isso serão feitas ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).

“Delegados estão assediando os policias e o departamento da Polícia Civil (PC) está pedindo o nome dos policiais que estão se manifestando. Isso é uma agressão ao direito de se manifestar e a liberdade sindical. Nós vamos denunciar o que estamos passando hoje, porque houve uma ruptura dentro da PC e ela vai continuar”, denunciou.

Uma assembleia do Sinclapol, na tarde desta segunda-feira (3), definiu manter a paralisação até as 16h de quarta-feira (5), quando deve ocorrer a votação do projeto de reestruturação da carreira dos policiais civis. Além disso, ficou definido a Operação Legalidade dentro das delegacias de polícia.

“Definimos a Operação Legalidade, porque o policial civil faz várias funções, mas agora fará só o que compete a ele pela lei, com os delegados de polícia tendo que exercer as suas funções. Continuamos em assembleia geral permanente para que possamos solicitar uma assembleia a qualquer momento”, explicou a sindicalista.

Pedidos dos policiais

Sobre o projeto do Governo, os policiais são contra, por exemplo, a unificação da função de escrivão de polícia e investigador, o que aumentaria a demanda de trabalho e sucatearia o serviço. Outra reclamação é a previsão de 160 horas de sobreaviso além da carga horária que, segundo o Sinclapol, seria sem remuneração.

Segundo o líder do Governo na Alep, o deputado Hussein Bakri, as emendas serão debatidas exaustivamente nas próximas horas. “Passaremos a noite trabalhando. Existem emendas boas que já foram acolhidas. Uma delas é a da horas de sobreaviso e outras que estão sendo estudas”, afirmou, sem dar muito detalhes sobre quais seriam.

Para saber mais detalhes das emendas, clique aqui.

Outro lado

Sobre a denúncia de assédio por parte de delegados, o Portal Nosso Dia entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil e aguarda um retorno.

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