
- Atualizado há 4 anos
Em greve há 8 dias, trabalhadores do Hospital de Clínicas (HC) realizam um ato na manhã desta quarta-feira (28), em Curitiba, para reivindicar a renovação do acordo coletivo de trabalho, com consequente reajuste salarial. A mobilização se refere a funcionários vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que não contam com reajuste salarial há mais de dois anos. Um protesto acontece na esquina das ruas General Carneiro e Amintas de Barros, no Centro.

De acordo com o coordenador jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (Sinditest-PR), Marcello Locatelli, os trabalhadores reivindicam que a empresa apenas garanta a negociação com a categoria.
“Pela lei, a empresa tem que negociar todo ano o acordo coletivo de trabalho, mas há dois anos isso não ocorre. Como estávamos em pandemia, isso se estendeu judicialmente, mas agora o Tribunal Superior do Trabalho (TST) entendeu que a greve é legítima e a empresa precisa negociar”, descreve.
A discussão de reajuste é nacional, mas o Hospital de Clínicas também é diretamente afetado. Segundo o Sinditest, 40% da área assistencial é afetada, bem como 50% nas áreas administrativas. Nos setores de maior complexidade, porém, como é o caso das UTIs, os trabalhadores afirmam que praticamente 100% do trabalho é mantido.
Segundo Locatelli, os trabalhadores não conseguem mais arcar com os aumentos de preços ocorridos nos últimos anos.
“Durante a pandemia, os profissionais de saúde foram tratados como heróis, mas os heróis estão sendo tratados com desvalorização. Só ser chamado de herói não basta mais”, comenta.
O TST convocou para quinta-feira (29) uma reunião entre empresa e trabalhadores.
Nesta quarta-feira, a Ebserh publicou uma arte com a posição dela sobre a paralisação:
