
- Atualizado há 3 anos
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O técnico de enfermagem acusado de abuso sexual por uma paciente durante um exame de endoscopia, na tarde de terça-feira (15), no Hospital Nossa Senhora das Graças, no bairro Mercês, em Curitiba, foi ouvido e liberado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), sem autuação em flagrante. Um inquérito policial foi aberto para apurar o caso.
Segundo a PCPR, durante o inquérito serão realizadas todas as diligências possíveis sobre o caso. Além disso, foram solicitadas as imagens internas do hospital para auxiliar nas investigações.
“Após oitivas de testemunhas, o indivíduo foi ouvido e liberado. No momento, entrevistas sobre o caso não serão concedidas”, informou a PCPR, por meio de nota encaminhada ao Portal Nosso Dia na manhã desta quarta-feira (16).
A mulher, de aproximadamente 40 anos e moradora em Curitiba, informou à Polícia Militar que, ao recuperar a consciência após o exame, percebeu que o técnico de enfermagem estava com a genitália para fora esfregando na mão dela. Imediatamente, ao lado da sogra que a acompanhava, acionou a equipe policial, que encaminhou o técnico à Delegacia da Mulher, anexa a Casa da Mulher de Curitiba.
Na delegacia, o profissional da área da saúde foi acompanhado de uma enfermeira e um médico para testemunhar a favor, já que nega o crime. Além disso, dois advogados do técnico chegaram até o local no momento em que a equipe do Nosso Dia estava apurando as informações do caso.
O Portal Nosso Dia entrou em contato com o Hospital Nossa Senhora das Graças sobre o caso, que encaminhou o seguinte retorno:
“Ontem, 15/08, no período da noite, o suspeito, o médico que conduziu a endoscopia e uma técnica de enfermagem que acompanhou o momento em que a paciente acordou da anestesia foram ouvidos pelas autoridades policiais e imediatamente liberados. Conforme o protocolo para realização do exame, a paciente estava com um acompanhante, que aguardava o procedimento do lado de fora da sala. O Hospital está colaborando para que os fatos sejam esclarecidos pelas autoridades com a maior brevidade possível, mas é importante reforçar que todo e qualquer julgamento exige responsabilidade e cautela, até que o inquérito seja concluído. A empresa terceirizada presta serviços há vários anos e o hospital nunca
recebeu reclamação semelhante, mas reforça o seu compromisso com a vida e a assistência digna de seus pacientes”.