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Servidores fazem manifestação por pagamento da data-base e lembram batalha de 29 de abril

Confronto em 29 de abril de 2015, entre professores e policiais militares, deixou mais de 200 pessoas feridas
Confronto em 29 de abril de 2015, entre professores e policiais militares, deixou mais de 200 pessoas feridas

Luiz Henrique de Oliveira

29/04/22
às
14:27

- Atualizado há 4 anos

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Servidores públicos do Paraná realizaram, nesta sexta (29), um dia de protesto pelo pagamento da data-base da categoria. O ato também lembrou o confronto entre professores e a Polícia Militar (PM), em 2015, quando o governador era Beto Richa (PSDB).

Manifestação no Centro Cívico nesta sexta-feira (29) (Foto: Aécio Novitski)

O conflito deixou 210 pessoas feridas em duas horas, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, no bairro Centro Cívico, e ganhou repercussão internacional, depois que bombas e balas de borracha foram usadas contra os professores. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, cerca de 20 policiais também ficaram feridos na ocasião.

Nesta sexta, os servidores marcharam pelas ruas do bairro Centro Cívico até o Palácio Iguaçu. A professora e presidente da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, Walkiria Olegário Mazeto, falou em transmissão na rede social Facebook sobre as reivindicações da categoria.

“Nós temos uma pauta que nos unifica que é a implantação da parcela que resta da lei de 2015, que é o 3,39%, com implantação imediata. Além disso, mês que vem é a nossa data-base e pedimos o envio do projeto de lei para a Alep com a previsão de pagamento da data-base de 2022, que está em torno de 12%, além do pagamento dos anos anteiores, ficando em 15%”, disse.

O presidente do Sinclapol (Sindicato das Categorias Policiais Sivis do Paraná), Kamil Salmen, participou da manifestação e cobrou que as demandas da categoria sejam aceitas.

“Estamos neste evento junto com professores e profissionais da saúde, agradecendo delegacias e institutos de identificação que fecharam hoje, mostrando que juntos somos mais fortes. Nós estamos mostrando a indignação e temos nossos planos e reivindicações e está na hora de sermos respeitados”, afirmou.

Presidente do Sinclapol, Kamil Salmen (Reprodução Vídeo – Aécio Novitski)

Outro lado

Sobre a demanda dos servidores, o Governo do Paraná enviou a seguinte nota ao Nosso Dia:

O Estado tem investido sistematicamente nas carreiras dos servidores. Concedeu reajustes no começo da gestão e em 2022 (no meio do período, durante a pandemia, uma lei federal impediu qualquer novo acordo) e também ampliou os programas de formação continuada e atendimento social, além de garantir melhores condições de trabalho com investimentos constantes em todas as áreas.

Para proporcionar condições adequadas de trabalho aos profissionais da Segurança Pública, por exemplo, o Estado investe sistematicamente na modernização da frota de viaturas e na aquisição de novos armamentos. Nesta gestão carros antigos têm sido substituídos por veículos zero km.

O Governo do Estado também tem investido na reestruturação das carreiras da Polícia Militar, Polícia Científica e Polícia Civil, além da regulamentação definitiva da Polícia Penal. Houve valorização real de até R$ 1.000,00 em algumas classes, além da regularização da extrajornada e do auxílio-alimentação. O investimento na melhoria da remuneração dos profissionais da segurança vai custar aos cofres do governo R$ 400 milhões ao ano.

Na educação, o Estado implementou um dos melhores pisos salariais do País, a continuidade do auxílio transporte, a gratificação para diretores, um novo Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) e modelos educacionais que facilitam a interação entre professores e alunos.

Todas as outras carreiras também têm sido objeto de atenção, com auxílio-alimentação, progressões, promoções, convocação de aprovados em concursos e implementação de novos concursos no meio ambiente e na segurança pública. O Estado mantém diálogo constante com todas as entidades representativas, respeita as suas demandas e busca adequá-las em conjunto com a manutenção do equilíbrio das contas públicas.

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