
- Atualizado há 2 anos
O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), confirmou na manhã desta terça-feira (3) que os leilões dos lotes 3 e 6 do pedágio do Paraná acontecerão até o final do ano. A declaração foi dada durante o lançamento do programa de Homem para Homem, que prevê um ciclos de palestras em empresas, e ambientes que reúnem prioritariamente homens para abordar o combate à violência doméstica.
Na entrevista, o governador afirmou que mantém contato direto com o Ministério dos Transportes sobre os leilões dos Lotes 3 e 6. “Estão previstos até o final do ano. Acreditamos que até o início de dezembro teremos mais dois lotes leiolados”, disse Ratinho Jr.
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Os dois lotes compreendem cerca de 1,2 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais, ligando Curitiba, o Porto de Paranaguá e os Campos Gerais às regiões Norte e Oeste do Estado, englobando cidades grandes como Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Pato Branco, Londrina e Apucarana. Os investimentos previstos são de R$ 35,1 bilhões, com a previsão de quase 600 quilômetros de duplicação, além de terceiras faixas, contornos e outras obras. As concessões terão validade de 30 anos.
No Lote 3, está prevista a implantação de 71,7 quilômetros de contornos e a duplicação de 116 quilômetros de trechos. Ele envolve quase 570 quilômetros das rodovias BR-369, BR-373, BR-376, PR-090, PR-170, PR-323 e PR-445, atendendo as regiões dos Campos Gerais, Vale do Ivaí e Norte do Paraná.
Com 662 quilômetros de extensão e previsão de R$ 19,2 bilhões em investimentos, o Lote 6 contempla as rodovias BR-163, BR-277, PR-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483. Os projetos devem envolver 445,4 quilômetros de duplicação e 13,7 quilômetros de contorno, localizadas no Centro, Centro-Sul, Oeste e Sudoeste do Estado. O investimento previsto é de R$ 15,9 bilhões.
Na mesma entrevista, o governador também falou sobre a sanção da lei que permite a desestatização da Ferroeste. Ratinho Jr. afirmou que a expectativa é de uma ligação do Porto de Paranaguá até Maracaju, no Mato Grosso do Sul, em um investimento que pode chegar a até 10 milhões de dólares.
“A autorização é para começar o estudo da modelagem. Agora vai ser pensando o melhor modelo para ser um canal importante. Temos um rojeto que passa de U$ 10 bilhões de Maracaju a Paranaguá”, explicou.

O principal objetivo da lei de desestatização é potencializar os investimentos no modal ferroviário, promover redução de custos logísticos para o setor produtivo e apoiar a expansão das cooperativas e da produção agropecuária do Paraná nos próximos anos. Os ganhos também passam pela potencial redução do consumo de combustível fóssil e dos acidentes em rodovias, desenvolvimento da matriz econômica estadual e fortalecimento do comércio exterior, todas matrizes contempladas no Plano Plurianual, além da redução da interferência política e incremento de arrecadação.
Um dos principais ativos da Ferroeste atualmente é a concessão da ferrovia entre Guarapuava e Dourados, no Mato Grosso do Sul, por mais cerca de 60 anos (a concessão de 90 anos do governo federal começou a valer em 1998). Esse período é prorrogável por mais 90 anos. O trecho Cascavel-Dourados nunca foi construído, mas o processo de desestatização vai deixar essa possibilidade para o novo controlador.
Outro ativo é o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da ampliação do Terminal Multimodal no Oeste. Ele foi feito pela Paraná Projetos e entregue à Ferroeste neste ano. O estudo orienta uma modernização que contempla pavimentação do pátio, sinalização, iluminação, controle de acesso, construção de um espaço público para caminhoneiros e melhorias estruturais para atender as cooperativas e produtores que exportam por Paranaguá.