
- Atualizado há 4 anos
O avicultor e empresário Francisco Pereira Netto, um dos pioneiros do bairro Campo de Santana, em Curitiba, será homenageado. Netto terá seu nome em um viaduto sobre a rodovia BR-116, perto do quilômetro 117, por meio do Projeto de Lei 5310/20 da Câmara dos Deputados. A proposta recebeu aprovação com parecer favorável do deputado federal Luizão Goulart (Solidariedade-PR), relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). O autor do PL é o deputado Luciano Ducci (PSB).

Francisco Netto se tornou ao longo das décadas uma referência para os moradores da Região Sul de Curitiba. Um dos primeiros moradores, Netto viveu no bairro por 89 anos, de 1929 até morrer, em 2019. Na década de 80, ele chegou a ter a maior granja avícola do Paraná, chegando a ter 300 mil aves. Francisco Pereira Netto também ajudou a construir a Paróquia Sant’Ana e colaborou com a assistência dos moradores. Em outras palavras, um grande incentivador do crescimento do bairro.
Para o Portal Nosso Dia, a família disse que a notícia da homenagem a Francisco Pereira Netto fez com que todos se enchessem de orgulho. “Estamos muito contentes porque nosso pai tem uma história linda aqui na região. A trajetória de hombridade do nosso pai passa por quem ele se tornou, diante de tantas coisas na vida. Ele fez muito pela nossa região aqui, da mesma forma, beneficiou muita gente aqui”, recordou Francisco Pereira Filho, conhecido como Chiquinho, um dos onze filhos de Netto.

Sobre a assistência que a família dava a muitos na região, Chiquinho relembra. “Por exemplo, nossa família tinha telefone em casa e fazíamos muito esse trabalho de recados, situações de emergência. Nosso pai era referência aqui para os moradores”, completa.
Desta forma, a CCJ acredita que o nome do viaduto no Campo de Santana caberá a pessoa certa. “É uma justa homenagem a um grande empreendedor, que contribuiu para o desenvolvimento econômico e social do bairro de Campo Santana, e Curitiba”, disse Luizão no relatório.
A proposta, aprovada em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), seguirá direto para o Senado, caso não haja recurso para votação no Plenário.