
- Atualizado há 4 anos
A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta terça-feira (9), 56 mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra uma organização criminosa acusada pelos crimes de lavagem de dinheiro e importação irregular de produtos eletrônicos. O grupo estaria instalado especialmente no Norte do Paraná e o prejuízo estimado do carregamento irregular de eletrônicos é de R$ 428 milhões.

Denominada ‘Modo Avião’, a operação foi deflagrada a partir do núcleo de Londrina da PF, mas mandados são cumpridos também nos estados de São Paulo e Ceará, além do Paraná.
A ação conta com o apoio da Receita Federal, que explica que o “Modo Avião” é um comando utilizado para interromper as atividades do celular, assim como as ações de hoje visam interromper as atividades da Organização Criminosa. “A estimativa de sonegação de tributos chega a R$ 428 milhões. Para se ter uma ideia desse valor, seria suficiente para construir mais de 200 escolas públicas (R$ 1,9 milhão). Os investigados responderão pelos crimes de descaminho, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, cujas penas máximas somadas atingem 22 anos de reclusão”, informa a nota da Receita.
De acordo com o delegado da PF, Vinícius Faria Zangirolani, empresas de fachada eram utilizadas para movimentar o valor da importação ilegal. “Os investigados vão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e descaminho”, diz.
A operação, segundo a Receita, é fruto do aprofundamento de investigações realizadas a partir de apreensões de mercadorias importadas irregularmente em conjunto com a análise de informações e evidências encaminhadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf).
As diligências indicaram a existência de operações financeiras realizadas à margem do sistema financeiro nacional com a possível utilização de “laranjas” e “empresas de fachada”, possivelmente para a ocultação dos lucros obtidos a partir de tais ilícitos. Também foram identificados atos de lavagem de dinheiro perpetrados pelo grupo criminoso.
Esta fase da operação objetiva apreender provas adicionais das práticas criminosas identificadas.