PUBLICIDADE
Paraná /
DIA A DIA

PDV da Copel: Sindicatos se reúnem com Ministério do Trabalho e cobram soluções

Os sindicatos alegam que uma promessa feita pela diretoria durante as vendas das ações da Copel está sendo descumprida
(Foto: Divulgação)
Os sindicatos alegam que uma promessa feita pela diretoria durante as vendas das ações da Copel está sendo descumprida

Redação Nosso Dia

24/10/23
às
7:06

- Atualizado há 3 anos

Compartilhe:

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui. Siga o Nosso Dia no InstagramFacebook e Twitter

Após a reclamação dos funcionários da Copel sobre o Programa de Demissão Voluntária (PDV), que não deve atender a todos os que tem interesse, como, conforme os trabalhadores, havia sido prometido pela diretoria da empresa, os coletivos sindicais CSMEC (Coletivo Sindical Majoritário da Copel) e CSEC (Coletivo Sindical dos Empregados da Copel) se reuniram com a superintendência do Ministério do Trabalho no Paraná (MPE/PR). A pauta do encontro, que aconteceu nesta segunda-feira (23), foi a busca e cobrança de soluções sobre as mudanças sem o consentimento dos trabalhadores.

A reclamação começou na última quarta-feira (18), após funcionários da Copel que queriam ingressar no Programa de Demissão Voluntária (PDV), e não estão entre os 1,4 mil contemplados na lista, terem sido pegos de surpresa com um comunicado, assinado pela presidência da empresa, que descarta a realização de novas etapas. Os sindicatos alegam que uma promessa feita pela diretoria durante as vendas das ações da Copel está sendo descumprida.

Ao Portal Nosso Dia, o presidente do Senge-PR, Leandro Grassman afirmou cerca de 1,5 mil funcionários não foram beneficiados neste PDV e agora não terão outra oportunidade, diferente do que havia sido passado a eles.

“Como é uma decisão do Conselho Administrativo, dá a entender que não vai mudar. Em 2021, houve uma negociação de que o PDV ficaria em R$ 300 milhões, houve até um acréscimo no valor. O problema é que, durante o processo de venda, membros da diretoria falaram que o programa seria estendido para os não contemplados neste primeiro momento e agora mudou. Tem fala de diretores aos trabalhadores confirmando isso, que todos seriam contemplados. Os funcionários estão revoltados”, disse.

O encontro desta segunda-feira (23) foi mediado pelo deputado Arilson Chiorato (PT), que disse ter recebido inúmeras reclamações de funcionários da Copel. “Tenho recebido inúmeras denúncias de copelianos e copelianas sobre a conduta irregular da Copel com o PDV, que integra o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o que afrontaria a boa-fé nas relações de trabalho”, disse.

Reunião aconteceu no Ministério do Trabalho (Foto: Divulgação)

A partir das informações recebidas, o deputado Arilson pediu providências à Superintendência do MTE. “Repassei as informações recebidas, que estão embasadas em evidências sólidas de desrespeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da Copel. Além da denúncia feita hoje à superintendente, que acompanha o caso, também vamos acionar o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT)”, explicou.

Segundo o coordenador da Frente Parlamentar das Estatais e Empresas Públicas, a Copel possui atualmente 5.842 funcionários. Destes, 2.989 aderiram ao Plano de Demissão Voluntária 2023 (PDV 2023). “Porém, apenas 1.437 adesões foram efetivadas pela Copel, o restante, mesmo homologado pelo sindicato e confirmado pela empresa dentro dos critérios e limites financeiros, não foi aceito. É uma decisão, no mínimo, desrespeitosa com os servidores e exige averiguação do MTE PR e também do MPT”, concluiu.

Sobre o PDV, o Portal Nosso Dia entro em contato com a Copel que enviou o seguinte retorno:

As informações sobre o PDV estão no comunicado ao mercado 23/2023.

O Portal Nosso Dia também questionou a empresa sobre a reunião desta segunda-feira e aguarda um posicionamento.

Venda da Copel

Após uma oferta pública de ações, a Copel se transformou em uma corporação em 14 de agosto deste ano. Mesmo com a conclusão do processo, o Estado do Paraná se mantém como acionista relevante da companhia, sendo o único com direito a uma Golden Share – uma ação de classe especial que garante poder de veto em determinadas decisões da companhia e investimento mínimo na distribuição de energia. A operação gerou R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos, mas com o lote suplementar o valor destinado ao Estado salta para R$ 3,1 bilhões. Todo o processo deve movimentar R$ 5,2 bilhões e a participação do Estado deve passar de 31,1% para 15,6%.

Esses recursos serão utilizados em um grande pacote de obras de habitação, educação, infraestrutura urbana e rodoviária e sustentabilidade. Além disso, a companhia ganha agilidade para investir mais no Paraná, dentro do foco de geração e distribuição de energia, e atender melhor à população, inclusive com a manutenção dos programas sociais.

TÁ SABENDO?

DIA A DIA

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias