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PDV da Copel não contemplará todos os interessados e sindicato diz que promessa não foi cumprida

Ao Portal Nosso Dia, o presidente do Senge-PR, Leandro Grassman afirmou que está sendo descumprida uma promessa feita pela empresa, já que cerca de 1,5 mil funcionários não foram beneficiados neste PDV e agora não terão outra oportunidade.
(Foto: Divulgação)
Ao Portal Nosso Dia, o presidente do Senge-PR, Leandro Grassman afirmou que está sendo descumprida uma promessa feita pela empresa, já que cerca de 1,5 mil funcionários não foram beneficiados neste PDV e agora não terão outra oportunidade.

Luiz Henrique de Oliveira

19/10/23
às
14:29

- Atualizado há 2 anos

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Funcionários da Copel que queriam ingressar no Programa de Demissão Voluntária (PDV) e não estão entre os 1,4 mil contemplados na lista, divulgada nesta quarta-feira (18), foram pegos de surpresa com um comunicado, assinado pela presidência da empresa, que descarta a realização de novas etapas. Segundo o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge-PR), uma promessa feita pela diretoria durante as vendas das ações da Copel está sendo descumprida e não se descarta judicializar a questão.

Ao Portal Nosso Dia, o presidente do Senge-PR, Leandro Grassman afirmou que está sendo descumprida uma promessa feita pela empresa, já que cerca de 1,5 mil funcionários não foram beneficiados neste PDV e agora não terão outra oportunidade.

“Como é uma decisão do Conselho Administrativo, dá a entender que não vai mudar. Em 2021, houve uma negociação de que o PDV ficaria em R$ 300 milhões, houve até um acréscimo no valor. O problema é que, durante o processo de venda, membros da diretoria falaram que o programa seria estendido para os não contemplados neste primeiro momento e agora mudou. Tem fala de diretores aos trabalhadores confirmando isso, que todos seriam contemplados. Os funcionários estão revoltados”, disse.

De acordo com o sindicalista, agora a busca é por um entendimento com a direção da Copel ou então levar o caso à Justiça. Ao todo, foram cerca de 3 mil funcionários que pediram para fazer parte do PDV. “Estamos tentando uma saída amigável, mas caso não dê, teremos outras medidas mais contundentes, como o caminho judicial. Uma ação civil e trabalhista contra a Copel, para que os trabalhadores tenham esse direito. A empresa simplesmente rasgou a confiança que tinha com o funcionário”, disse.

O Portal Nosso Dia entrou em contato com a assessoria da Copel que emitiu a seguinte nota:

“As informações sobre o PDV estão no comunicado ao mercado 23/2023”.

Em seguida, o Nosso Dia reforçou o questionamento referente a reclamação direta do sindicato, mas não obteve um retorno até a publicação desta reportagem.

Venda da Copel

Após uma oferta pública de ações, a Copel se transformou em uma corporação em 14 de agosto deste ano. Mesmo com a conclusão do processo, o Estado do Paraná se mantém como acionista relevante da companhia, sendo o único com direito a uma Golden Share – uma ação de classe especial que garante poder de veto em determinadas decisões da companhia e investimento mínimo na distribuição de energia. A operação gerou R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos, mas com o lote suplementar o valor destinado ao Estado salta para R$ 3,1 bilhões. Todo o processo deve movimentar R$ 5,2 bilhões e a participação do Estado deve passar de 31,1% para 15,6%.

Esses recursos serão utilizados em um grande pacote de obras de habitação, educação, infraestrutura urbana e rodoviária e sustentabilidade. Além disso, a companhia ganha agilidade para investir mais no Paraná, dentro do foco de geração e distribuição de energia, e atender melhor à população, inclusive com a manutenção dos programas sociais.

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