
- Atualizado há 1 ano
Responsável pela Comissão de Redesenvolvimento do Centro de Curitiba, o vice-prefeito, Paulo Martins (PL), defendeu a intensificação das abordagens a moradores de rua, afirmando que questões político-partidárias precisam ser deixadas de lado. Para ele, é inadmissível uma pessoa ver outra fritando a cabeça com 40 pedras de crack durante uma tarde e ‘achar normal’.
A declaração de Martins foi feita ao ser questionado pela reportagem do Portal Nosso Dia sobre o tema, já que o vice defende um aumento nas abordagens aos moradores de rua.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
“Isso não pode ser contaminado por viés político. Eu não posso achar normal uma pessoa passar a tarde fritando a cabeça com crack e não fazer nada por ela. Temos uma dependência química generalizada. Não podemos entender como um modo de vida digno”, disse Martins
Também durante o lançamento do projeto de revitalização do Centro de Curitiba, o prefeito, Eduardo Pimentel, afirmou que a abordagem a moradores de rua acontecerá pela insistência, para que os funcionários da FAS (Fundação de Ação Social) consigam convencer a pessoa a receber ajuda.
“A abordagem será com todo o respeito, mas com a polícia identificado quem está ali para fazer o tráfico de drogas ou é ladrão. Para quem precisa de ajuda, vamos fazer o possível para que aconteça. O trabalho será na insistência. Vamos insistir para que receba o acolhimento e volte à sociedade, oferecendo vagas de emprego e profissionalização. Todos os próximos contratos da Prefeitura terão uma parte destinada ao morador de rua”, disse.
Presente no evento, o presidente Fundação de Ação Social (FAS), Renan de Oliveira Rodrigues, pontuou que as ações de abordagem a moradores de rua já aumentaram no Centro de Curitiba. “São oito equipes fazendo o atendimento o dia todo, para fazer o atendimento psicológico e o encaminhamento para uma entrevista de emprego, resgate da autonomia e vínculos familiares. São 600 pessoas que passam por dia pela FAS, com uma estimativa de população de rua de 4 mil pessoas”, falou.