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“Não dá para achar normal fritar a cabeça com crack a tarde toda”, diz vice-prefeito sobre Centro de Curitiba

A declaração de Martins foi feita ao ser questionado pela reportagem do Portal Nosso Dia sobre o tema
Paulo Martins em entrevista ao Portal Nosso Dia (Foto: Nosso Dia)
A declaração de Martins foi feita ao ser questionado pela reportagem do Portal Nosso Dia sobre o tema

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

07/02/25
às
6:57

- Atualizado há 1 ano

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Responsável pela Comissão de Redesenvolvimento do Centro de Curitiba, o vice-prefeito, Paulo Martins (PL), defendeu a intensificação das abordagens a moradores de rua, afirmando que questões político-partidárias precisam ser deixadas de lado. Para ele, é inadmissível uma pessoa ver outra fritando a cabeça com 40 pedras de crack durante uma tarde e ‘achar normal’.

A declaração de Martins foi feita ao ser questionado pela reportagem do Portal Nosso Dia sobre o tema, já que o vice defende um aumento nas abordagens aos moradores de rua.

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“Isso não pode ser contaminado por viés político. Eu não posso achar normal uma pessoa passar a tarde fritando a cabeça com crack e não fazer nada por ela. Temos uma dependência química generalizada. Não podemos entender como um modo de vida digno”, disse Martins

Também durante o lançamento do projeto de revitalização do Centro de Curitiba, o prefeito, Eduardo Pimentel, afirmou que a abordagem a moradores de rua acontecerá pela insistência, para que os funcionários da FAS (Fundação de Ação Social) consigam convencer a pessoa a receber ajuda.

“A abordagem será com todo o respeito, mas com a polícia identificado quem está ali para fazer o tráfico de drogas ou é ladrão. Para quem precisa de ajuda, vamos fazer o possível para que aconteça. O trabalho será na insistência. Vamos insistir para que receba o acolhimento e volte à sociedade, oferecendo vagas de emprego e profissionalização. Todos os próximos contratos da Prefeitura terão uma parte destinada ao morador de rua”, disse.

Presente no evento, o presidente Fundação de Ação Social (FAS), Renan de Oliveira Rodrigues, pontuou que as ações de abordagem a moradores de rua já aumentaram no Centro de Curitiba. “São oito equipes fazendo o atendimento o dia todo, para fazer o atendimento psicológico e o encaminhamento para uma entrevista de emprego, resgate da autonomia e vínculos familiares. São 600 pessoas que passam por dia pela FAS, com uma estimativa de população de rua de 4 mil pessoas”, falou.

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