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SEGURANÇA

MP denuncia homem por duplo latrocínio e ocultação de cadáver de mãe e filho na RMC

O caso, que chocou a comunidade local, envolve as mortes de Fábio José de Souza e Maria Auxiliadora da Silva de Souza, mãe e filho, ocorridas entre junho e setembro de 2025
Maria Auxiliadora e o filho Fabio foram assassinados - Foto: Arquivo pessoal
O caso, que chocou a comunidade local, envolve as mortes de Fábio José de Souza e Maria Auxiliadora da Silva de Souza, mãe e filho, ocorridas entre junho e setembro de 2025

Redação Nosso Dia

23/09/25
às
6:18

- Atualizado há 7 meses

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O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou denúncia contra Douglas Felipe Romanovski, de 34 anos, acusado de praticar dois crimes de latrocínio e de ocultar os cadáveres das vítimas em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso, que chocou a comunidade local, envolve as mortes de Fábio José de Souza e Maria Auxiliadora da Silva de Souza, mãe e filho, ocorridas entre junho e setembro de 2025.

De acordo com a denúncia, o primeiro crime aconteceu entre os dias 16 e 17 de junho de 2025, quando Douglas teria asfixiado Fábio José de Souza em um apartamento no bairro Bonfim. Após a morte, ele teria subtraído um veículo VW/Gol avaliado em R$ 36 mil, além de utilizar o cartão bancário da vítima para transferir cerca de R$ 9,5 mil para sua própria conta. O denunciado também passou a ocupar dois imóveis que pertenciam a Fábio.

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Poucos dias depois, em 24 de junho, Maria Auxiliadora, mãe de Fábio, também foi morta por asfixia. Segundo a acusação, Douglas roubou o celular da idosa e utilizou o aparelho para acessar sua conta bancária, realizando transferências via Pix que somaram R$ 42,6 mil para contas em seu nome e até para a conta de seu filho, de apenas 9 anos

Ocultação de cadáveres

O MP aponta que Douglas ocultou os corpos das duas vítimas. Após os crimes, ele teria esquartejado ambos e mantido partes dos cadáveres em geladeiras em residências no mesmo condomínio e em outro endereço na Rua Divina Rodrigues de Souza, também em Almirante Tamandaré. Outras partes foram descartadas em uma área de mata na Colônia São Venâncio, onde a polícia posteriormente localizou restos mortais

.Artifícios para enganar investigações

A denúncia também relata que, após os assassinatos, Douglas utilizou artifícios para simular que as vítimas ainda estariam vivas. Entre as ações, estão o envio de mensagens falsas, a ativação de celulares em locais distintos e até a produção de áudios com o uso de inteligência artificial, imitando a voz de uma das vítimas. O objetivo seria confundir familiares e dificultar o trabalho da polícia. Apesar disso, o MP pediu o arquivamento do crime de fraude processual, por entender que a conduta não visava diretamente enganar juízes ou peritos

Pedido do Ministério Público

Na denúncia, o MP requer que Douglas responda por dois crimes de latrocínio e dois crimes de ocultação de cadáver, previstos no Código Penal. O órgão também solicitou que, em caso de condenação, seja fixado o valor mínimo de reparação de 100 salários-mínimos pelos danos causados às famílias das vítimas.

Segundo a defesa das vítimas, representada pelo advogado Leonardo Mestre, a decisão do MPPR é importante na busca de Justiça para o caso:

O oferecimento da denúncia pelo Ministério Público constitui marco decisivo na busca de justiça pelos bárbaros crimes que vitimaram mãe e filho, resultado de uma investigação minuciosa da Polícia Civil do Paraná que reuniu provas contundentes — como movimentações financeiras ilícitas, apropriação de bens das vítimas, contradições do investigado e a atroz ocultação dos corpos —, razão pela qual confiamos que o Poder Judiciário dará resposta firme e exemplar, assegurando que tamanha gravidade não fique impune e que a memória e a dignidade das vítimas sejam preservadas“, afirmou.

O espaço permanece aberto caso a defesa do suspeito queira se manifestar.

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