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SEGURANÇA

Motorista que furou preferencial e matou jovem grávida pode ir ao Tribunal do Júri

O acidente aconteceu na noite de 17 de abril e testemunhas informaram que o motorista estaria embriagado
O acidente aconteceu na noite de 17 de abril e testemunhas informaram que o motorista estaria embriagado

Redação Nosso Dia

28/04/22
às
10:35

- Atualizado há 4 anos

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O motorista Samuel Alisson Barbosa Soares, que é investigado pela batida que matou a jovem Manuela Queiroz Vicenti, em Curitiba, pode responder pelo acidente em júri popular. Nesta quarta-feira (27), após pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR), a Vara de Delitos de Trânsito decidiu enviar o processo para a Vara Privativa do Tribunal do Júri.

Manuela estava grávida de seis meses (Foto: Reprodução)

O acidente aconteceu na noite de 17 de abril e testemunhas informaram que o motorista estaria embriagado quando furou a preferencial das ruas Dr. Danilo Gomes e Waldemar Loureiro Campos, no bairro Boqueirão. A Polícia Civil segue investigando o caso e ainda não encerrou o inquérito.

Para o MP-PR, o “brutal excesso de velocidade” com que trafegava Soares, a embriaguez, a extensão dos grandes danos provocados e o fato de ter desrespeitado via preferencial em elevadíssima velocidade “constituem indícios suficientes a corroborar a pretensão de reconhecimento do dolo eventual”.

Na mesma esteira, o advogado Igor Ogar, representando a vítima, acredita que o motorista assumiu o risco do atropelamento e, por isso, deve ser julgado pelo júri. “Entendemos e acreditamos que a competência não poderia se dar pela Vara de Delitos de Trânsito. Isso porque apenas, se condenasse fosse esse motorista infrator, seria ínfima. Uma vez que o Código Penal implica uma pena muito menor em casos onde não existe o dolo eventual, apontando indícios onde há ingestão de alcoolemia, constatada pelo próximo advogado da causa, alta velocidade. Ainda houve invasão na pista preferencial, sem sequer parar”, disse ao Portal Nosso Dia.

Ainda, Ogar defende que o motorista aguarde o julgamento preso porque já tinha atropelado outra pessoa há meses.

Acidente

Vídeo anexado ao processo mostra o momento em Soares fura a preferencial e atinge o carro de Manuela. O marido dela, Carlos Daniel Rucisnki, dirigia o automóvel no momento do acidente. Ele sofreu apenas ferimentos leves e prestou depoimento à Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) na última semana.

Manuela, que estava grávida de seis meses, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Na ocasião, Soares teria se recusado a fazer o teste do bafômetro.

Defesa

O advogado de Soares, Ryan Antunes de Sá, disse entender que o processo deveria continuar na Vara de Delitos de Trânsito. “Toda essa dinâmica, dos fatos, se ele estava embragado ou não, tudo será discutido durante a fase de instrução processual. Mas, nós interpusemos recurso contra a decisão que declinou a competência para discutir se o juízo deve ser a Vara de Delitos de Trânsito ou a do Tribunal do Júri”, informou.

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