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O motorista do caminhão envolvido no atropelamento que matou o menino Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, no domingo (8), em Cascavel, afirmou à Polícia Militar que não viu a criança e sequer percebeu que havia ocorrido o atropelamento.
De acordo com o 2º Tenente da PM, Vidor, quando os policiais chegaram ao local, o condutor já havia sido encaminhado à Central de Flagrantes junto com as equipes que atenderam o acidente. Na delegacia, ele foi ouvido e apresentou sua versão dos fatos.
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“Ele relatou que não viu a criança. Disse que estava fazendo a conversão e acabou ocorrendo o atropelamento”, explicou o tenente.
Motorista disse que não percebeu o atropelamento
Ainda conforme a PM, o condutor afirmou que não percebeu ter atropelado a criança e que somente parou após ouvir os gritos das pessoas que presenciaram o acidente.
A princípio, alguns moradores acreditaram que o caminhoneiro teria fugido do local. Porém, segundo a versão apresentada por ele, o veículo foi parado cerca de uma quadra adiante, assim que os populares começaram a bater no caminhão.
O tenente destacou que, em razão das dimensões do conjunto formado pelo caminhão e pelo semirreboque, a hipótese de um ponto cego será analisada durante a investigação.

“Ele afirma que não viu a criança e que nem percebeu que havia atropelado. Pelo tamanho do veículo, pode ter ocorrido essa situação, mas isso será apurado”, afirmou.
Populares tentaram agredir motorista
Logo após a tragédia, moradores ficaram revoltados e chegaram a atacar o caminhão com pedras. Uma equipe da Guarda Patrimonial que passava pelo local interveio e prestou os primeiros atendimentos, evitando que o motorista fosse agredido.
Teste do bafômetro apontou crime de trânsito
Durante o atendimento da ocorrência, agentes da Transitar submeteram o motorista ao teste do etilômetro. O exame apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice acima do limite que caracteriza crime de trânsito.
Na delegacia, o caminhoneiro admitiu ter consumido bebida alcoólica no horário do almoço. Segundo ele, após ingerir álcool, seguiu viagem para trabalhar em outra cidade e acreditava que o organismo já não apresentaria mais vestígios da substância.
“O próprio condutor relatou que havia ingerido bebida alcoólica no almoço e estava indo trabalhar. Na mente dele, o teste não acusaria mais álcool, mas o valor foi elevado”, explicou o oficial.
O tenente ressaltou que diversos fatores influenciam no tempo de eliminação do álcool do organismo, como a quantidade ingerida, o tipo da bebida, o peso corporal e a alimentação da pessoa.
“Fica a orientação para quem vai dirigir ou trabalhar naquele dia: não ingerir bebida alcoólica. Dependendo da quantidade consumida, o álcool permanece por muitas horas no organismo”, alertou.
As circunstâncias do acidente e a responsabilidade do motorista continuam sendo investigadas pela Polícia Civil.
As informações são da Catve.com.