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O vereador Da Costa (Pode) assumiu a relatoria da Comissão Processante que vai analisar a denúncia contra o vereador Lórens Nogueira (PP), acusado de participação em um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete na Câmara Municipal de Curitiba.
A mudança ocorreu após o vereador Mauro Bobato (PP) declarar suspeição e abrir mão da função para evitar questionamentos sobre a imparcialidade dos trabalhos. Com isso, foi realizado um novo sorteio e a vereadora Meri Martins (Republicanos) passou a integrar o colegiado como membro. A comissão agora é formada por Serginho do Posto (PSD), na presidência, Da Costa na relatoria e Meri Martins como membra.
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Ao anunciar sua decisão, Bobato, que é do PP, mesmo partido de Lórens afirmou que optou pelo afastamento para garantir maior segurança jurídica ao procedimento e evitar futuras contestações. “Estou fazendo isso em respeito ao processo legal, porque seria a parte interessada”, afirmou.
Segundo o vereador, a participação na comissão passou a ser questionada por familiares, amigos, parlamentares e pela população, o que o levou a reavaliar sua permanência na função. “A vida pública nos dá uma tarja meio pesada. Muita gente lá fora questiona e me coloca no quesito de suspeição”, disse.
Bobato ressaltou que se considerava apto a conduzir os trabalhos e que faria a relatoria de forma técnica e responsável, mas avaliou que sua permanência poderia gerar questionamentos sobre a lisura do processo. “Eu tenho meus valores, faria essa relatoria da forma mais consistente possível. Mas, para a segurança do processo, acredito que o melhor caminho neste momento é o meu afastamento”, declarou.
O parlamentar também mencionou que sua ligação partidária poderia ser utilizada como argumento para questionar a imparcialidade da comissão. “Estar na mesma legenda, no mesmo partido, não quer dizer que eu teria algum tipo de redirecionamento. Mas, para a segurança do processo, acredito que o melhor caminho é este”, afirmou.
A Comissão Processante foi instalada após o plenário da Câmara aprovar, por 35 votos a favor e um contrário, a abertura do processo político-administrativo contra Lórens Nogueira. A denúncia foi apresentada pela bancada do Novo com base nas investigações da Operação Déjà-Vu, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Agora, sob relatoria de Da Costa, a comissão dará continuidade aos trabalhos, que incluem a notificação do vereador para apresentação de defesa prévia e a realização das etapas de instrução do processo. Ao final, o colegiado emitirá um parecer que será submetido ao plenário, responsável pela decisão final sobre uma eventual cassação do mandato.