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Mensagens de ódio a menino que matou 23 animais viram alvo de investigação do MPPR

Por ter apenas nove anos, o garoto não poderá ser punido
(Foto: Reprodução RICtv Londrina)
Por ter apenas nove anos, o garoto não poderá ser punido

Redação Nosso Dia

17/10/24
às
7:12

- Atualizado há 2 anos

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Mensagens de ódio enviadas à família e ao menino de nove anos, que matou 23 animais na fazendinha de um hospital veterinário em Nova Fátima, no Norte do Paraná, serão investigadas pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). Em nota a RICtv Londrina, o órgão confirmou que denúncias já chegaram a Promotoria de Justiça.

Por ter apenas nove anos, o garoto não poderá ser punido. Após o caso vir à tona, muitas pessoas passaram a fazer comentários ofensivos a criança e também à família dela por meio das redes sociais. O MPPR analisa estes casos.

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“A criança passará a receber o devido acompanhamento de equipe multidisciplinar local. O MPPR destaca que também serão apurados alguns casos de mensagens de ódio dirigidas à criança e sua família, que já chegaram à Promotoria, para eventual responsabilização dos envolvidos. Os autos são sigilosos”, diz a nota enviada à RICtv Londrina.

‘Nunca foi agressivo’

O menino de nove anos que invadiu uma fazendinha de um hospital veterinário e matou 23 animais, no último domingo (13), nunca apresentou comportamento agressivo na escola. É o que garantiu a diretora da Secretaria Municipal de Educação de Nova Fátima, no Norte do Paraná, Valéria dos Santos Gonçalves.

Em entrevista à RICtv Londrina, Valéria disse que todos na escola em que o menino estuda ficaram surpresos com o que aconteceu. “Em algumas conversas que tive com a diretora da escola onde ele estudava foi espantoso para nós, pois ele não tinha demonstrado esse comportamento na escola. Vamos ampará-lo com todo atendimento psicológico”, afirmou.

Com o episódio, a diretora disse ainda à RICtv que a escola terá um olhar diferenciado ao comportamento do garoto. “Não podemos rotular essa criança. Fiquem tranquilos que a escola vai estar mais atenta ao aluno. Temos que tratar todos iguais, mas vamos ter um olhar mais apurado e dar o suporte necessário a ele e para a família”, disse.

Menino não será responsabilizado

O menino de 9 anos que invadiu a fazendinha de um hospital veterinário e matou 23 animais de pequeno porte não será responsabilizado. A fazendinha havia sido inaugurada em comemoração ao Dia da Criança. O caso foi apresentado à Polícia Civil para efeito de eventual ação indenizatória contra os responsáveis pelo menor. Embora maltratar animais seja crime, agravado em caso de morte, por ter apenas 9 anos o menino é inimputável, ou seja, não pode ser responsabilizado criminalmente, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Como tudo aconteceu

O menino estava presente na inauguração, com um grupo de crianças, no sábado, 12, mas voltou ao local na noite do dia seguinte, acompanhado de um cachorro, para atacar os animais. A ação chocou a cidade de pouco mais de 7 mil habitantes, no norte do Estado. A reportagem não conseguiu contato com familiares da criança.

Segundo a Polícia Militar, o veterinário do hospital acionou a equipe às 22h15 de domingo. Ao chegar ao local, os policiais encontraram os animais mortos, alguns deles esquartejados. Eram principalmente coelhos e porquinhos-da-índia. Eles estavam contidos em um recinto cercado por placas, conhecido por Vila Pet, e o garoto abriu as portas, soltando os bichinhos. Em seguida começou a atacá-los.

A dona da fazendinha examinou as imagens das câmeras de vigilância e se surpreendeu ao ver a criança chutando os bichos. A filmagem mostra que ele ficou cerca de 40 minutos no local. Alguns animais foram arremessados contra a parede e outros tiveram as patas arrancadas. Três animais foram lançados contra a vidraça e foram encontrados do lado de dentro do hospital.

Conforme a PM, a criança mora com a avó e não tinha histórico de violência. Em conversa com os policiais, ele deu detalhes de como havia praticado as ações. Para entrar no recinto, ele pulou o cercado. Os policiais conversaram com a criança na presença da avó.

A prefeitura de Nova Fátima informou que o serviço municipal de zoonoses foi acionado para elaborar um laudo e apoiar a destinação correta dos animais mortos.

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