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Menos pessoas vão presentear os pais em relação a 2021, aponta Boa Vista  

Pesquisa aponta que utilidade e preço do presente serão os fatores mais levados em conta por mais da metade dos consumidores para decidir a compra
Pesquisa aponta que utilidade e preço do presente serão os fatores mais levados em conta por mais da metade dos consumidores para decidir a compra

Redação Nosso Dia

11/08/22
às
18:17

- Atualizado há 4 anos

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Menos pessoas pretendem comprar presentes no Dia dos Pais, nesse ano. Segundo pesquisa da Boa Vista, 58% dos consumidores querem presentear contra 62% que declararam ter intenção de compra para a data, no ano passado.

Dia dos Pais é neste domingo. Foto: 3Dmax

Entre os 42% dos consumidores ouvidos pela Boa Vista que não vão fazer compras para a data, 28% não o farão por conta do endividamento. 24% não têm esse hábito, enquanto 18% apontaram a diminuição da renda como principal motivo. A priorização de outras despesas e o desemprego foram os outros dois motivos apontados, com 16% e 16% das menções, respectivamente. 

Nesse ano, a escolha do presente será pautada, principalmente, pela necessidade e valor do presente. Enquanto 32% levarão em conta a utilidade do presente, 31% tomarão a decisão baseada no preço. Além disso, valores e práticas sustentáveis adotadas pelas marcas foram citados por apenas 6% dos respondentes.  

Ticket médio aumenta, mas consumidor não quer gastar mais 

Com o cenário econômico pouco favorável, 49% dos consumidores declararam ter a intenção de gastar uma quantia similar ao ano passado. Em paralelo, 26% devem gastar mais e outros 25% desejam pagar menos do que em 2021. Mesmo considerando importante presentear nesta data, entre os consumidores que pretendem gastar menos, 46% gastarão menos devido à alta dos preços, 37% pretendem priorizar outras contas e 17% alegaram ter sofrido uma redução nos ganhos familiares. 

No entanto, o gasto médio planejado pelos consumidores neste ano deve ficar em torno de R$ 174, ao passo que o ano anterior registrou R$ 137 — um aumento de R$ 37. Vale ressaltar que 60% dos consumidores consideram gastar no máximo R$ 200. 

“Fatores como a alta na taxa de juros e a crescente inadimplência ajudam a explicar o comportamento mais comedido do consumidor em relação às compras para o Dia dos Pais. A inflação também fez com que o poder de compra do consumidor diminuísse nos últimos trimestres e, naturalmente, o consumidor tem priorizado os gastos do dia a dia”, explica Flávio Calife, economista da Boa Vista. 

Vestuário e eletrônicos são os preferidos 

Em linha com outras datas comemorativas, os itens mais procurados pelo consumidor serão os de vestuário e calçados, com 36% das menções. 20% vão escolher acessórios como presente, enquanto 18% vão preferir itens de perfumaria. 9% indicaram smartphones e celulares como presente, 7% dos consumidores comprarão bebidas e 4% outros eletrônicos. 

Em relação aos locais para realizar as compras para a data, 60% dos consumidores declararam que pretendem comprar de maneira presencial, retomando os hábitos praticados antes da pandemia. As lojas de bairro terão a preferência de 47% dos consumidores, seguidas das lojas de shopping com 39% da preferência.  

Já em relação ao pagamento, 61% pretendem comprar à vista, enquanto os outros 39% optarão pelo parcelamento. Entre eles, 39% pagarão a compra com o cartão de débito, enquanto 30% vão usar o cartão de crédito. O PIX já faz parte do portfólio de meios de pagamento do consumidor, e será considerado por 14% deles no momento de pagar as compras de presentes para o Dia dos Pais. 

Entre os 40% que pretendem parcelar a compra, 87% o farão pelo cartão de crédito. O PIX parcelado também já parece fazer parte dos hábitos dos consumidores, registrando 4% das menções. Por fim, a pesquisa ainda testou a hipótese de contratação de algum tipo de crédito pessoal por parte dos consumidores, caso precisassem complementar a renda para aumentar o poder de compra nesta data comemorativa.  

Questionados, 52% afirmaram que certamente não contrariam crédito para essa finalidade. 17% indicaram que provavelmente não fariam nenhuma busca por crédito. Apenas 31% deles estariam predispostos a fazerem esse tipo de contratação para apoiar com as compras do período (22% provavelmente e 9% com certeza contratariam). 

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