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Médico é preso por ameaçar servidores para manter privilégios no Paraná

Segundo as investigações conduzidas pela Promotoria de Justiça de Nova Londrina, o profissional teria criado um ambiente de intimidação dentro da unidade de saúde ao longo dos últimos meses
Segundo as investigações conduzidas pela Promotoria de Justiça de Nova Londrina, o profissional teria criado um ambiente de intimidação dentro da unidade de saúde ao longo dos últimos meses

Redação Nosso Dia

18/06/26
às
12:55

- Atualizado há 18 segundos

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Um médico foi preso preventivamente nesta quarta-feira (17) suspeito de ameaçar e perseguir servidores públicos do Hospital Municipal de Itaúna do Sul, no Noroeste do Paraná. A prisão ocorreu durante uma operação do Ministério Público do Paraná (MPPR), que também cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.

Segundo as investigações conduzidas pela Promotoria de Justiça de Nova Londrina, o profissional teria criado um ambiente de intimidação dentro da unidade de saúde ao longo dos últimos meses. De acordo com depoimentos colhidos durante a apuração, ele mantinha privilégios considerados irregulares e reagiu com ameaças quando medidas foram adotadas para acabar com a situação.

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Entre as irregularidades apontadas está a ocupação de uma sala do hospital, onde o médico e a esposa dormiriam durante os plantões. O MP afirma ainda que outras condutas praticadas pelo investigado geravam constrangimento e temor entre funcionários. Uma das testemunhas ouvidas chegou a comparar a rotina vivida pelos servidores a um “filme de terror”.

As investigações indicam que a situação se agravou após a posse de uma nova secretária municipal de Saúde, que iniciou mudanças para corrigir problemas identificados na gestão da unidade. Conforme o Ministério Público, a partir desse momento o médico teria passado a perseguir a secretária e até mesmo familiares dela.

Entre os episódios relatados estão ameaças de morte, o que levou o MP a instaurar um procedimento investigativo e solicitar à Justiça medidas cautelares contra o suspeito.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça autorizou a prisão preventiva e os mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nesta quarta-feira.

O caso segue sob investigação para apurar a extensão das ameaças e outras possíveis irregularidades atribuídas ao médico dentro do hospital.

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