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Polícia prende 23 suspeitos de caça de animais silvestres no Paraná

Ao todo, mais de 150 agentes participaram do cumprimento de 23 mandados de prisão temporária e 32 de busca e apreensão
(Foto: Reprodução)
Ao todo, mais de 150 agentes participaram do cumprimento de 23 mandados de prisão temporária e 32 de busca e apreensão

Redação Nosso Dia

16/06/26
às
14:46

- Atualizado há 15 segundos

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Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na prisão de 23 pessoas suspeitas de envolvimento com caça ilegal de animais silvestres e comércio clandestino de armas de fogo e munições. A ação foi realizada na manhã desta terça-feira (16) em cidades do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso.

Ao todo, mais de 150 agentes participaram do cumprimento de 23 mandados de prisão temporária e 32 de busca e apreensão. A ofensiva contou com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Científica, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Água e Terra (IAT).

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Durante as buscas, os policiais apreenderam 25 armas de fogo sem registro, centenas de munições, carne de animais silvestres, troféus de caça, aves silvestres e 15 cães que, segundo as investigações, eram utilizados para localizar e perseguir animais durante as caçadas.

Os cães e pássaros encontrados apresentavam sinais de maus-tratos e foram encaminhados para acolhimento e cuidados especializados.

A investigação começou em julho de 2025 após uma denúncia anônima sobre a venda de armas em um grupo de mensagens. Conforme o delegado Guilherme Dias, as apurações revelaram que o espaço virtual também era utilizado para compartilhar fotos e vídeos de caçadas ilegais.

Ao longo da investigação, as equipes identificaram suspeitos em diversas regiões e constataram a caça de espécies como pacas, cotias, veados e tatus. Segundo a polícia, a carne dos animais abatidos era comercializada ilegalmente e chegava a ser vendida por até R$ 600 o quilo.

Os mandados foram cumpridos em municípios paranaenses como Campo Largo, São José dos Pinhais, Lapa, Tijucas do Sul, Guaratuba, Ponta Grossa, União da Vitória e Coronel Vivida, além de cidades de Santa Catarina e Mato Grosso.

Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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