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SEGURANÇA

Marcola será ouvido na 2ª feira em julgamento de psicóloga morta por facção no Paraná

Marcola foi arrolado como testemunha e será ouvido de maneira virtual, já que está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho.
Marcola foi arrolado como testemunha e será ouvido de maneira virtual, já que está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho.

Redação Nosso Dia

05/08/22
às
19:41

- Atualizado há 4 anos

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Apontado como líder de uma das maiores facções do país, o Marcola será ouvido no julgamento dos acusados pela morte da psicóloga que atuava no presídio federal em Catanduvas, no interior do Paraná. O julgamento está marcado para acontecer às 9 horas, de segunda-feira (8), na sede da Justiça Federal, no Ahú, em Curitiba. Marcola foi arrolado como testemunha e será ouvido de maneira virtual, já que está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho.

Psicóloga atuava no presídio de Catanduva desde 2009. Foto: Reprodução Redes Sociais

Para a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), a morte da psicóloga Melissa Almeida Araújo, 37 anos, foi motivada para demonstrar um descontentamento com o regime disciplinar adotado em unidades do sistema penal federal. O julgamento será presidido pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Os acusados: Edy Carlos Cazarim, Wellington Freitas da Rocha, Elnatan Chagas de Carvalho, Roberto Soriano e Andressa Silva dos Santos são réus pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e organização criminosa. Eles também respondem por tentativa de homicídio triplamente qualificado, já que o marido de Melissa também foi atingido. Ainda, por posse de arma de fogo, munições e acessório de uso restrito e receptação dolosa.

Ao Portal Nosso Dia, a defesa de um dos acusados – Roberto Soriano – enviou uma nota. “A defesa buscará evitar uma “injustiça” antes que “interesses escusos” façam um inocente ser condenado” disse o advogado Cláudio Dalledone.

Adiamento

Essa nova data acontece após o adiamento em agosto de 2021, quando a juíza, que conduz o caso, teve acesso a novos documentos, sem antecedência. Na época, o julgamento foi suspenso com seis dias de duração, onde tinham sido ouvidas 14 testemunhas de acusação, seis de defesa e duas testemunhas do juízo.

Na segunda-feira (8), além do depoimento de Marcola, os cinco acusados também irão prestar depoimento de forma virtual dos presídios onde estão.

Crime

Ela era responsável por fazer o acompanhamento psicológico dos presos de Catanduvas. Foto: Reprodução Redes Sociais

Melissa de Almeida Araújo foi morta a tiros em maio de 2017, em Cascavel, a 55 quilômetros de Catanduvas. As investigações apontam que Melissa e o marido, que é policial civil, sofreram uma emboscada ao chegarem em casa. O filho do casal de apenas 9 meses estava com eles, mas não se feriu. O marido também foi baleado por oito disparos de arma de fogo, mas conseguiu sobreviver.

Imagens

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a psicóloga chega em casa, por volta das 18 horas, do dia 25 de maio. Em seguida, chega o veículo de um vizinho, que deixa o portão aberto.

Logo depois, as imagens mostraram um carro chegando em alta velocidade e os criminosos correndo em direção ao estacionamento do condomínio. Um deles é morto pelo marido da psicóloga, que é policial civil. Outro é baleado e sai mancando. Segundo as investigações, Melissa foi morta com dois tiros no rosto. Assista as imagens:

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