
- Atualizado há 2 anos
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Responsável pelo resgate da menina Ágata Sofia Saraiva, 3 anos, na noite da última terça-feira (30), em Governador Valadares, Minas Gerais, a delegada Fabíola Oliveira, da Delegacia Antissequestro da Polícia Civil (MG), afirmou que a mãe biológica da garota, Emily Santos Saraiva, de 18 anos, não resistiu à abordagem. Ela sabia que tinha feito coisa errada, mas queria resgatar a afinidade com a criança, segundo afirmou a policial em entrevista à Catve.com.
Emily foi presa por sequestrar a menina da família acolhedora em Cascavel, no Oeste do Paraná, ao lado do namorado, Maicon Henrique Paco, de 30 anos, no último dia 11. Ambos foram encaminhados à um presídio em Governador Valadres, ficando à disposição da Justiça.
Inicialmente na entrevista, a delegada comentou como foi a reação de Emily ao perceber a chegada das equipes policiais. “Se mostrou bastante nervosa, porque queria resgatar essa afinidade com a criança. Conversamos e explicamos que ela escolheu a pior forma. Se depois conseguir reverter na Justiça, o que será difícil, ela poderá se aproximar da criança de uma outra forma, não pela via ilegal. Ela falou à criança que estava nessa situação porque fez uma coisa ruim”, destacou.
Já sobre Ágatha, a policial acredita que ela não teve entendimento a respeito do que estava acontecendo no local. “Durante todo o momento tivemos afinidade com a criança, que estava calma e sempre falando da mãe biológica, mas também da mãe acolhedora. Uma criança muito inteligente. Foi uma abordagem tranquila, o que não causou mais traumas para a menina”, disse.
A delegada destacou que a equipe de investigação recebeu a informação sobre o possível paradeiro da criança e passou a monitorar duas residências na cidade. “As informações eram de que ela foi levada aqui para Governador Valadares e fomos acionados para auxiliar a Polícia Civil de Cascavel. Passamos a verificar as informações e depois de uma investigação conseguimos constatar que a criança possivelmente estava lá. Identificamos um segundo endereço, mas esperamos a criança ser levada para o primeiro, onde era mais fácil de fazer a abordagem”, contou.
Segundo Fabíola Oliveira, a mãe biológica foi abordada ao sair da residência, o que deixou o trabalho policial mais tranquilo. “Esperamos a hora certa para agir, a fim de evitar uma trauma ainda maior à criança, que aconteceria com a polícia entrando na casa em uma situação mais tensa, por isso precisamos aguardar. Esperamos um sair da casa para que fosse rendido. Como era de noite, aconteceu de uma forma tranquila. A mãe saiu e a abordamos. A Ágatha, quando viu todo mundo saindo, já veio. Conseguimos cumprir o nosso papel de uma forma mais tranquila possível. Foi feito da forma menos traumática”, salientou.
Na noite desta quarta-feira (1), Ágatha ainda estava em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, com os policiais civis. Nas próximas horas, ela será encaminhada à Cascavel, onde será novamente levada a outra família acolhedora e, depois, para adoção.