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Jovem preso em Pernambuco foi o mentor intelectual e planejou ataque a escola em Cambé

O jovem de 18 anos morador em Gravatá, no Pernambuco, foi o mentor intelectual do crime, auxiliando no planejamento estratégico do atentado
Colégio Helena Kolody (Foto: Google Street View)
O jovem de 18 anos morador em Gravatá, no Pernambuco, foi o mentor intelectual do crime, auxiliando no planejamento estratégico do atentado

Redação Nosso Dia

28/06/23
às
11:26

- Atualizado há 3 anos

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito policial sobre o atentado ao Colégio Estadual Helena Kolody, em Cambé, no Norte do Estado, que aconteceu na segunda-feira (19), causando a morte de Karoline Verri Alves, de 17 anos, e Luan Augusto da Silva, de 16. O jovem de 18 anos morador em Gravatá, no Pernambuco, foi o mentor intelectual do crime, auxiliando no planejamento estratégico do atentado.

“Mensagens encontradas no celular do autor do crime mostram que o jovem de Gravatá o incentivou a cometer o crime”, informou o delegado Fernando Amarantino Ribeiro Gonçalves Amorim, responsável pela investigação do caso. Ele foi indiciado por homicídio doloso pela Polícia Civil, visto que teve contribuição fundamental na execução do crime, instigando e direcionando o executor.

Junto com o preso do estado de Pernambuco, foram apreendidos materiais que serão periciados e analisados como forma de instrução da investigação. O jovem já vinha sendo investigado pela polícia daquele estado, desde o ano passado quando ainda era menor, por atos infracionais relativos armazenar imagens de crianças em cenas de sexo e terrorismo.

Ribeiro ressaltou a dedicação dos policiais envolvidos na investigação. “Trabalhamos incansavelmente para descobrir todos os atores envolvidos na ação e dar uma resposta rápida à sociedade”, disse.

O autor do crime prestou depoimento no mesmo dia do crime. Em depoimento, detalhou o planejamento, o que auxiliou a investigação a chegar aos demais homens presos. Ele estudou na escola Helena Kolody até o 7º ano do Ensino Fundamental, deixando a instituição em 2014. 

Ele foi encontrado morto no decorrer da investigação, dentro da Casa de Custódia de Londrina, e não será indiciado pelo princípio da extinção da punibilidade em casos como esse.

Luan e Karoline morreram no atentado a escola (Foto: Arquivo Pessoal)

Outras participações

Outra participação fundamental para a execução do crime, segundo a PCPR, veio de um amigo do atirador. Um homem de 21 anos, morador de Rolândia, preso no mesmo dia do ataque, auxiliou na compra de materiais, como uma beca preta, utilizada no ataque, e também no planejamento do crime.

No sábado (17), os dois se encontraram no Ginásio de Esportes de Rolândia, tiraram fotos e gravaram vídeos para serem postados minutos antes do atentado. Nas postagens o atirador aparece paramentado com a beca que foi encontrada na cena do crime em sua mochila. O homem de 21 anos permanece preso, indiciado pelo crime de homicídio qualificado.

ARMA DO CRIME – Outros dois homens foram presos durante a investigação. Um de 35 anos e outro de 39, ambos moradores de Rolândia. Eles são suspeitos de colaborar com o fornecimento da arma de fogo e munições empregadas no ataque. Conforme a investigação da PCPR, a princípio, nenhum deles sabia que a arma seria utilizada no ataque ao colégio.

De acordo as investigações, o autor do crime relatou ter adquirido a arma de fogo e as munições em abril deste ano quando soube que havia uma pessoa na cidade vendendo a arma. Ele enviou mensagem e realizou a compra. Os homens estão sendo investigados por comércio ilegal de arma de fogo e munições.

“Ambos já têm passagens pela polícia por porte ilegal de armas, tráfico de drogas, furto, receptação e violência doméstica”, disse o delegado. Eles já foram presos em oportunidades diversas e respondem a processos na justiça.

CRIME – O ex-aluno entrou armado no Colégio Estadual Helena Kolody, em Cambé, com a desculpa de buscar seu histórico escolar. Então foi ao banheiro e em seguida ao pátio, onde atirou nos estudantes. Karoline não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. Luan chegou a ser socorrido e internado. Seu estado de saúde era considerado gravíssimo, vindo a falecer no dia 20 de junho. 

O atirador foi detido após ser imobilizado. A Polícia Militar do Paraná (PMPR) chegou na escola em poucos minutos após acionamento do botão do pânico feito por um professor

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