
- Atualizado há 4 anos
O estudante Phelipe Francisco Lourenço, de 24 anos, morreu após cair em um lago do complexo que reúne a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, em Curitiba. A família registrou boletim de ocorrência na manhã deste domingo (14) e afirma que o jovem foi agredido. A organização do evento ‘Muvuca’, por sua vez, garante que consultou as câmeras de segurança e fala em acidente.

No boletim de ocorrência, registrado na Polícia Civil, a família diz que o jovem foi agredido e jogado no lago. Para justificar a versão, cita hematomas na perna e no pescoço. O mesmo boletim, porém, aponta parada cardíaca como causa da morte.
Após o incidente, o rapaz foi socorrido pela ambulância de uma empresa privada de saúde, que o encaminhou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Boa Vista. Segundo a Prefeitura de Curitiba, porém, ele já chegou morto ao local. “Tentaram reanimar, sem sucesso”, afirma nota da Secretaria Municipal da Saúde.
Durante a tarde de domingo, amigos e familiares realizaram um protesto em frente a Pedreira Paulo Leminski para cobrar explicações. Durante o ato, participantes mais exaltados chegaram a depredar a loja destinada para turistas no complexo.
Diante da repercussão ocorrida nas redes sociais, o Muvuca se posicionou nas redes sociais. Segundo a organização, imagens de câmeras de monitoramento mostram que, após o encerramento do evento e a saída total do público, o jovem teria retornado ao complexo, pulando o muro lateral externo e se dirigindo a uma área de acesso restrito, que faz divisa da Pedreira com a Ópera de Arame, local onde ocorreu a queda.
“Nas imagens não foram encontrados sinais de confronto ou agressão contra o jovem”, afirma.
A nota descreve ainda que, no mesmo instante em que foi identificado o acidente, as equipes de socorristas prestaram os atendimentos emergenciais e deslocaram o jovem, ainda em vida, até o hospital mais próximo, por meio da ambulância presente no local. A versão contraria a posição da Prefeitura de Curitiba, que diz que ele já chegou morto à UPA.
Com o registro do BO, a Polícia Civil passa a investigar o caso.
Confira a nota completa: