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Jovem atingida por galho em Curitiba sorri em dia de alta hospitalar: “Está ótima”, diz médico

O médico explicou que, a partir de agora, o foco passa a ser a recuperação funcional da paciente, com fisioterapia intensiva e adaptação à nova rotina
Ana deixando o Hospital do Trabalhador (Foto: Reprodução)
O médico explicou que, a partir de agora, o foco passa a ser a recuperação funcional da paciente, com fisioterapia intensiva e adaptação à nova rotina

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

15/07/26
às
16:02

- Atualizado há 10 segundos

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Depois de 32 dias de internação, Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, recebeu alta do Hospital do Trabalhador nesta quarta-feira (15). A jovem, que perdeu os movimentos das pernas após ser atingida por um galho de árvore na Praça Osório, em Curitiba, deixou a unidade sorrindo e iniciará agora uma nova etapa da recuperação, voltada à reabilitação. (Assista ao vídeo da alta de Ana)

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Segundo o diretor-superintendente do Hospital do Trabalhador, Guilherme Graziani, Ana recebeu alta em boas condições clínicas após passar por todas as cirurgias necessárias. “Ela está com uma condição ótima. Conseguimos, durante esses 32 dias, fazer com que ela saísse com alta e saudável. Esse é o papel do Complexo Hospital do Trabalhador”, afirmou.

O médico explicou que, a partir de agora, o foco passa a ser a recuperação funcional da paciente, com fisioterapia intensiva e adaptação à nova rotina.

Graziani ressaltou que ainda é cedo para fazer previsões sobre a possibilidade de Ana voltar a andar. Segundo ele, a aplicação da Polilaminina faz parte de um protocolo de uso compassivo, ainda em fase de estudos, e os resultados dependem da evolução clínica de cada paciente.

“O mais importante neste momento é a alta. Ela inicia um novo recomeço, fará fisioterapias diariamente e estará em um ambiente diferente do hospital. Nós fizemos o nosso papel, realizando todos os procedimentos necessários para estabilizar a paciente e permitir que ela siga para a fase de reabilitação”, disse.

Assista ao vídeo:

Polilaminina

Durante a internação, Ana recebeu a aplicação da polilaminina, proteína experimental desenvolvida para estimular a regeneração de células nervosas em pacientes com lesão medular. O tratamento foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio do programa de uso compassivo, destinado a pacientes que atendem critérios específicos.

A aplicação foi realizada ainda dentro da chamada “janela terapêutica”, considerada a mais adequada para esse tipo de tratamento. Ana se enquadrava nos critérios por ser uma paciente jovem, apresentar uma lesão torácica e ter chegado ao hospital pouco tempo após o acidente.

Antes da alta, a mãe da jovem também relatou pequenos sinais que aumentaram a esperança da família. Segundo Vanessa Stubinski, Ana passou a sentir um formigamento mais intenso nas pernas, apresentou espasmos e chegou a movimentar um dos dedos do pé de forma voluntária.

Durante o período de internação, Ana passou por diversas cirurgias. Logo após o acidente, foi submetida a procedimentos para tratar o trauma torácico, a grave lesão na coluna e investigar possíveis lesões internas. Dias depois, precisou retornar ao centro cirúrgico para corrigir uma fístula na coluna, identificada como a causa das fortes dores de cabeça que vinha apresentando.

Com a recuperação clínica, a jovem deixou o hospital utilizando uma cadeira de rodas disponibilizada pelo Governo do Estado e seguirá o tratamento de reabilitação em casa.

Relembre o caso

Ana Beatriz foi atingida por um galho de grande porte enquanto passeava pela Praça Osório, no Centro de Curitiba, acompanhada da mãe, da irmã e de um sobrinho.

O impacto provocou fraturas nas vértebras T5 e T6, perfuração no pulmão e uma grave lesão na medula espinhal, fazendo com que ela perdesse os movimentos das pernas.

Natural de Curitiba, Ana mora em Valinhos, no interior de São Paulo, onde trabalha como fonoaudióloga em uma clínica de reabilitação infantil. Apaixonada por corrida de rua, ela treinava para disputar novas provas ainda neste ano quando sofreu o acidente.

O caso mobilizou familiares, amigos e milhares de pessoas nas redes sociais, que acompanharam diariamente a evolução da jovem e a busca pelo tratamento experimental. Agora, com a alta hospitalar, Ana inicia uma nova etapa da recuperação, com sessões intensivas de fisioterapia e acompanhamento médico, enquanto mantém a esperança de recuperar os movimentos.

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