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Comissão processante: Lórens Nogueira diz que dinheiro recebido era pagamento de empréstimo entre pessoas de confiança

Durante o depoimento, Lórens negou qualquer irregularidade envolvendo a quantia em dinheiro e afirmou que o valor foi quitado por uma pessoa com quem mantinha uma relação de confiança
Lórens (de costas) prestando depoimento (Foto: Reprodução)
Durante o depoimento, Lórens negou qualquer irregularidade envolvendo a quantia em dinheiro e afirmou que o valor foi quitado por uma pessoa com quem mantinha uma relação de confiança

Luiz Henrique de Oliveira

15/07/26
às
14:54

- Atualizado há 15 segundos

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O vereador Lórens Nogueira (Progressistas) afirmou, durante depoimento à Comissão Processante da Câmara Municipal de Curitiba, nesta quarta-feira (15), que o dinheiro registrado em um vídeo apresentado pelo Ministério Público do Paraná era o pagamento de um empréstimo pessoal de R$ 12 mil concedido em 2024 a uma pessoa de confiança. Afirmou ainda não ter como provar a transação financeira, sendo algo feito entre ele e a servidora de gabinete. (Assista ao vídeo do depoimento mais abaixo)

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A oitiva, que durou cerca de uma hora e meia, faz parte do processo ético-disciplinar que pode resultar na cassação do mandato do parlamentar. As imagens do depoimento foram divulgados pela Câmara após o encerramento da fase de instrução. Ele já está afastado do cargo.

Durante o depoimento, Lórens negou qualquer irregularidade envolvendo a quantia em dinheiro e afirmou que o valor foi quitado por uma pessoa com quem mantinha uma relação de confiança. “Um empréstimo de pessoas que se conhecem e que têm confiança um no outro. Até que agora se prove, como ela está agindo dessa forma, infelizmente a confiança só existiu do meu lado”, declarou.

O vereador também argumentou que a entrega do dinheiro ocorreu de forma pública, na sede do Instituto Grupo Solidário, e questionou a hipótese de que a transação tivesse relação com alguma prática ilegal. “A transação financeira aconteceu na sede do Instituto Grupo Solidário, um local aberto. No vídeo é possível ver portão aberto, porta aberta, janela aberta, outras pessoas circulando o ambiente. Quem faria uma ação proibida à luz, para que fosse de conhecimento de qualquer outra pessoa?”, afirmou.

Assista ao vídeo:

Outro ponto abordado durante a oitiva foi a suposta utilização de servidores do gabinete em atividades do Instituto Grupo Solidário. Lórens negou que funcionários tenham sido obrigados a atuar voluntariamente ou desempenhado atividades da entidade durante o expediente. “Ser voluntário não é crime. Em nenhum momento servidores do meu gabinete prestaram serviços no Instituto Grupo Solidário em horário de serviço, seja na Câmara Municipal ou em qualquer outro horário em que deveriam estar lotados”, disse.

O vereador é investigado pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por suspeitas de práticas como rachadinha e desvio de função de servidores públicos. Ele nega todas as acusações.

Com o encerramento da fase de oitivas, a Comissão Processante deverá analisar os depoimentos e as provas reunidas antes de elaborar um parecer. Em seguida, o processo será encaminhado ao plenário da Câmara Municipal de Curitiba, que decidirá sobre uma eventual cassação do mandato.

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