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Grupo que contratava mães com filhos pequenos para despachar drogas é alvo de operação

Foram mobilizados aproximadamente 70 Policiais Federais para o cumprimento de 14 mandados judiciais nas cidades de Cascavel e Toledo
Foram mobilizados aproximadamente 70 Policiais Federais para o cumprimento de 14 mandados judiciais nas cidades de Cascavel e Toledo

Redação Nosso Dia

17/08/22
às
7:38

- Atualizado há 4 anos

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A Polícia Federal de Cascavel, no Oeste do Estado, deflagrou operação que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em despachar drogas trazidas do Paraguai a diversos estados brasileiros. A suspeita, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (17), é que os criminosos se valiam de um advogado com conhecimento em contabilidade para abertura de empresas fictícias em nome de outros traficantes.

Foto: Reprodução EBC

Para promover o transporte e o despacho da droga, os líderes do grupo cooptavam preferencialmente mulheres com filhos menores, visando garantir que a soltura em caso de prisão fosse mais rápida, valendo-se dessa circunstância como argumento pela defesa.

Com vasto conhecimento da lei brasileira, eram emitidas notas fiscais de venda de produtos naturais para dissimular a remessa de drogas através de transportadoras de Cascavel. As remessas eram concentradas, especialmente, na cidade de Lajeado, no Rio Grande do Sul.

O esquema ocorria pelo menos desde 2020. A atividade envolvia, além das empresas a criação de logomarcas, uniformes e plotagem de veículos e embalagens para simular a efetiva remessa dos produtos naturais sem chamar atenção das transportadoras.

O líder do esquema, que tinha o advogado como seu braço direito nas atividades intelectuais e financeiras, se utilizava de pelo menos quatro empresas de fachada para lavar dinheiro.

Foram identificadas empresas de lavagem de veículos na região central da cidade, loja de roupas, além de autocenter e loja de móveis.

As medidas cautelares cumpridas hoje poderão revelar as quantidades efetivas de drogas movimentadas pelo grupo.

Homicídio

Além do tráfico de drogas, o grupo também é suspeito de tentativa de homicídio ocorrida em Matelândia, também no Oeste do Paraná, no mês de fevereiro deste ano. Na ocasião, dois dos investigados planejaram e executaram a ação enquanto outro membro fornecia os endereços atualizados da vítima, a partir de consulta em sistemas oficiais da justiça.

Operação Lottus

Foram mobilizados aproximadamente 70 Policiais Federais para o cumprimento de 14 mandados judiciais nas cidades de Cascavel e Toledo, no oeste do Paraná, e em um resort de luxo na praia de Porto de Galinhas, litoral pernambucano, onde estava hospedado de férias um dos membros da organização criminosa.

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou a prisão preventiva dos sete principais membros do grupo e o sequestro de automóveis, imóveis e contas bancárias dos investigados e de laranjas.

A investigação foi batizada de Operação Lottus em alusão ao símbolo de uma flor de lótus que era utilizado pelos criminosos como uma espécie de “marca registrada” nos logotipos e uniformes das empresas de fachada criadas pelo grupo, inclusive sendo uma das características que chamou atenção dos investigadores para a semelhança de logotipos em diferentes apreensões de drogas nas transportadoras.

Os envolvidos devem responder pelos crimes de tráfico transnacional de entorpecentes, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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