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Estudante morre após mal súbito em campus da UTFPR e colegas protestam

Segundo o DCE, o Samu chegou 25 minutos depois para atender Bruno e, enquanto isso, o socorro foi dado por uma aluna que é técnica de enfermagem
Campus Ecoville da UTFPR (Foto: Divulgação)
Segundo o DCE, o Samu chegou 25 minutos depois para atender Bruno e, enquanto isso, o socorro foi dado por uma aluna que é técnica de enfermagem

Redação Nosso Dia

27/09/23
às
7:15

- Atualizado há 3 anos

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Após a morte do estudante Bruno Henrik Silva Antunes de Pontes, de 25 anos, que sofreu um mal súbito e desmaiou na sede Ecoville da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), no último dia 13, não resistindo no Hospital Cajuru cinco dias depois, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição realizou um protesto nesta terça-feira (26). O grupo pediu melhorias no atendimento de emergência na instituição, com a manifestação chamada ‘pelo direito à saúde dos estudantes’. Já a UTFPR, por meio de nota à imprensa, garantiu que todo atendimento foi prestado ao jovem (Confira a nota no fim da matéria).

Segundo o DCE, o Samu chegou 25 minutos depois para atender Bruno e, enquanto isso, o socorro foi dado por uma aluna que é técnica de enfermagem.

“Bruno foi socorrido por uma aluna que é técnica em enfermagem, sendo que era dever e trabalho de uma contratada, que negou socorro. Entende-se que a falta de uma enfermaria funcional, com profissionais da área médica e de enfermagem, é um problema estrutural da UTFPR, que faz com que casos assim, ou como os outros casos do Ecoville de semana passada, se tornem cada vez mais comuns e próximos dos estudantes. Além disso, compreende-se que, como empresa contratada, a SUMMUS deveria prestar socorro num tempo relativamente curto, porém sua chegada se deu depois do SAMU”, afirmou o DCE em postagem no Instagram.

O DCE ainda afirmou que o serviço de saúde é pequeno para o tamanho da universidade. “Desde a transformação do CEFET para UTFPR, o campus Curitiba possui somente uma vaga para contratação de médico, o que por si só já seria pouco, levando em consideração que, ao longo dos anos, o horário de funcionamento da faculdade foi expandido para noite e duas novas sedes foram construídas. Além disso, os servidores que estavam responsáveis pelo ambulatório deixaram de prestar serviços emergenciais, trabalhando atualmente no SIASS”, afirmam os estudantes.

Por meio de nota, a UTFPR afirmou que todos os procedimentos necessários foram feitos para atender Bruno. Confira a nota na íntegra:

“Atualmente, o procedimento padrão do Campus Curitiba para casos de emergências médicas é o acionamento da Summus Emergências Médicas, do Samu ou Siate, juntamente ao Núcleo de Acompanhamento Psicopedagógico e Assistência Estudantil (Nuape), que presta apoio aos estudantes e familiares. Todos esses procedimentos foram realizados no dia 12 de setembro, quando o estudante Bruno Henrik Silva Antunes de Pontes sofreu paradas cardiorrespiratórias na sede Ecoville.

A UTFPR Curitiba tem contrato com a Summus, empresa licitada pelo campus para atendimento pré-hospitalar emergencial. A Summus e o Samu, da Prefeitura de Curitiba, atuaram em conjunto no atendimento ao estudante Bruno na tarde de 12 de setembro, na sede Ecoville. O discente morreu em 18 de setembro, no Hospital Cajuru.

O campus Curitiba informa que o Serviço Ambulatorial, formado por técnicos de enfermagem, deixou de funcionar em março de 2023, em atendimento aos conselhos de classe. A legislação impede que técnicos em enfermagem realizem atendimentos, inclusive emergenciais, sem a presença de enfermeiro ou médico responsável. Desta forma, os servidores que atuavam no ambulatório do campus foram deslocados para o SIASS (Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor).

Todos os estudantes da universidade são segurados contra acidentes pessoais pela empresa Starr Internacional Brasil Seguradora. A família de Bruno recebeu assistência também por meio deste serviço.”

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