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A vereadora de Curitiba, Maria Letícia (PV), postou um vídeo nas redes sociais, na tarde desta segunda-feira (27), em que pediu desculpa pelo acidente e agradeceu o apoio que recebeu após ser presa em flagrante por embriaguez ao volante e desacato. Ela disse ainda que passou por momentos muito difíceis e confirmou o que disse horas antes a sua defesa, de que faz uso de medicamentos que podem causar causar sonolência, dificuldade na fala, amnésia e confusão mental.
Em nenhum momento do vídeo, a vereadora citou os motivos da prisão, que foram a embriaguez ao volante e o desacato. Conforme o Boletim de Ocorrência (BO), Maria Letícia se recusou a fazer o teste do bafômetro e teria ofendido os policiais militares. Houve a necessidade do uso de algemas, o que a parlamentar, em depoimento após a prisão, afirmou ter sido um excesso.
No início do vídeo, a vereadora diz que já está no gabinete trabalhando e agradeceu o apoio que recebeu. “Foram momentos muito difíceis. Sofri um acidente, como todos sabem, mas o que poucas pessoas sabem é que tenho uma doença neurológica, que é neuro óptica, e que por isso faço quimioterapia, além de usar vários medicamentos que podem causar sonolência, dificuldade na fala amnésia e confusão mental”, iniciou a vereadora.
“Além disso, teve o impacto da batida, que graças a Deus não deixou ninguém ferido. Sou grata a Deus por estar viva. Lamento o ocorrido e peço desculpa aos meus eleitores e curitibanos. Seguiremos a luta pela sociedade mais justa, luta pelas mulheres que sofrem violência, fim da desigualdade de gênero, saúde pública, cuidado ao meio ambiente, cultura e cidade mais acessível para todos”, concluiu.
O presidente da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), vereador Marcelo Fachinello (Podemos), notificou a Corregedoria da Casa nesta segunda-feira (27) para começar uma investigação sobre a conduta da vereadora Maria Letícia (PV), presa após um acidente de trânsito na noite de sábado (25), no bairro Bigorrilho, em Curitiba. A parlamentar foi detida por embriaguez ao volante e desacato.
Conforme Fachinello, o caso é grave e precisa ser apurado. “É grave. Um acidente de trânsito, mas é preciso apurar os fatos e ouvir a vereadora. Ela terá oportunidade de fazer as explicações. Um fato grave e que precisa ser averiguado, como outros que também já foram aqui”, afirmou o presidente da CMC. Saiba mais clicando aqui.
A vereadora de Curitiba, Maria Letícia (PV), presa em flagrante por embriaguez ao volante e desacato pela Polícia Militar (PM), na noite deste sábado (25), no bairro Bigorrilho, em Curitiba. Em depoimento à Polícia Civil, a parlamentar afirmou que houve excesso por parte dos policiais, já que é uma pessoa idosa e que chegou a ser algemada. Os policiais, por sua vez, disseram que a parlamentar desacatou a equipe e chutou a viatura, o que justificou o uso do equipamento.
Maria Letícia foi ouvida na madrugada deste domingo (26) na Central de Flagrantes. “Pela minha faixa etária, eu sou uma idosa, acho que houve excesso na abordagem. Fui algemada e colocada no camburão sem diálogo e sem tentativa de entendimento no local”, disse ela.
Em outro trecho, a parlamentar afirma que passou uma situação de enorme constrangimento e que isso não era justo pela carreira de 25 anos como médico-legista do Instituto Médico Legal (IML). “Fato é que eu tenho prestado enormes trabalho no próprio estado do Paraná, como médico legista de carreira até me aposentar agora, em 2020”, falou a parlamentar.
Ainda ao ser questionada se queria realizar algum exame, a vereadora pontuou que apenas de lesão corporal, porque a forma que as algemas foram colocadas causaram lesões nas mãos e nos braços dela.
O Portal Nosso Dia teve acesso ao Boletim de Ocorrência no qual os policiais alegam que a vereadora os desacatou e foi necessário o uso de algemas, já que ela causava danos à viatura. Ela ainda teria dito que os policiais deveriam estar prendendo bandidos e que eles não tinham o segundo grau completo.
Dentro do carro, foi encontrado um copo plástico com substância não identificada. Havia ainda uma passageira com a vereadora, que de acordo com a PM também apresentava sinais de embriaguez. A parlamentar ainda se recusou a fazer o teste do bafômetro