
- Atualizado há 5 minutos
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, afirmou neste sábado (25), em Curitiba, que um postulante ao Palácio do Planalto precisa reunir “autoridade moral” para governar e prestar esclarecimentos sempre que houver questionamentos sobre sua conduta.
As declarações foram feitas durante entrevista coletiva concedida na convenção estadual do PSD, evento em que Caiado também destacou que sua missão política no Paraná será contribuir para a continuidade da gestão do governador Ratinho Júnior (PSD) e apoiar uma eventual candidatura de Sandro Alex (PSD) ao Governo do Estado.
Ao responder a um questionamento do Nosso Dia sobre o envolvimento do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) no escândalo do Banco Master e Daniel Vorcaro, Caiado afirmou que, embora todo cidadão tenha direito à presunção de inocência, um candidato ao cargo máximo do país deve demonstrar capacidade de esclarecer qualquer suspeita que recaia sobre sua trajetória.
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“Todo candidato à Presidência da República tem direito à presunção de inocência, como qualquer cidadão. Mas quem pretende governar o Brasil não pode chegar ao cargo cercado de tantos questionamentos sem conseguir mostrar à população que não tem responsabilidade sobre esses fatos”, afirmou.
Segundo o governador, a autoridade moral é um requisito indispensável para que um presidente consiga liderar o país e enfrentar problemas estruturais.
“Como alguém vai tomar medidas consistentes para combater a corrupção, enfrentar o avanço do narcotráfico, reduzir a criminalidade e organizar o governo se não tiver autoridade moral para sentar naquela cadeira? Essa é a realidade que a população precisa entender”, declarou.
Caiado também afirmou que a cobrança por transparência deve valer para qualquer agente público, independentemente de posicionamento político.
“Não existe isso de que, por ser de centro-direita, a pessoa esteja livre de prestar contas. Todo cidadão precisa explicar quando houver algum questionamento. Se amanhã aparecer qualquer coisa contra mim, vou enfrentar imediatamente. Tenho 40 anos de vida pública e nunca estive envolvido em nenhum caso. É essa autoridade moral que se exige de um presidente da República”, disse.
Na sequência, ele defendeu que o país precisa de união entre diferentes setores da sociedade para enfrentar desafios como a violência contra as mulheres. Ele citou a redução dos homicídios em alguns estados, mas ressaltou que os índices de feminicídio continuam preocupando.
“Precisamos pacificar o Brasil. Conseguimos reduzir os homicídios, mas o feminicídio continua aumentando. É preciso aproximar todas as forças da sociedade, entidades de classe e instituições para enfrentar esse problema”, concluiu.