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A vereadora Professora Angela (PSOL) afirmou nesta terça-feira (21) que é alvo de perseguição política e criticou o processo que pode resultar na cassação de seu mandato na Câmara Municipal de Curitiba. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, poucos dias antes da sessão marcada para sexta-feira (24), quando os vereadores decidirão o futuro da parlamentar. (Assista ao vídeo mais abaixo)
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“O meu mandato corre perigo. Mais uma vez, a Câmara de Curitiba coloca em andamento o processo que quer caçar o meu mandato”, afirmou.
Na gravação, Angela compara seu caso com outras investigações envolvendo agentes públicos, como Tico Kuzma (PSD) e Eder Borges (PL), e diz que a motivação do processo é política.
“Não sou eu que estou sendo investigada por rachadinha ou venda de cargos na prefeitura. Não sou eu que cometi nepotismo e coloquei gente da minha família em cargos comissionados. Mas sou eu que eles querem caçar”, declarou.
A vereadora atribuiu a denúncia ao fato de ser uma mulher de esquerda e disse que incomoda parte dos parlamentares. “O porquê é simples. Eles não suportam uma mulher trabalhadora e da esquerda radical nos espaços de poder. Eles não suportam que eu defenda os serviços públicos, a saúde e os direitos humanos”, afirmou.
Assista ao vídeo:
Angela também convocou apoiadores para acompanharem o caso e pressionarem os vereadores. “Mas não foram eles que me colocaram aqui. Foram vocês. E é com vocês que eu conto para que a gente consiga se defender dessa tentativa de nos silenciar. É a denúncia e a mobilização de vocês que pode virar esse jogo”, disse.
O processo
O julgamento está marcado para as 9h de sexta-feira (24). A Câmara decidirá se acolhe ou rejeita o parecer da Comissão Processante, que recomendou a cassação do mandato da parlamentar por quebra de decoro.
O processo teve início após uma representação dos vereadores Da Costa (Pode) e Bruno Secco (Novo), motivada pela distribuição de uma cartilha sobre redução de danos do consumo de drogas durante uma audiência pública realizada pela vereadora em agosto de 2025. Os denunciantes alegam que o material fazia apologia ao uso de drogas, enquanto a defesa sustenta que a publicação possui embasamento técnico e científico.
Para que a cassação seja aprovada, são necessários ao menos 26 votos favoráveis, o equivalente a dois terços dos 38 vereadores da Câmara de Curitiba. Caso esse número não seja alcançado, a vereadora será absolvida e o processo será arquivado.