
- Atualizado há 3 anos
O deslizamento de terra que interditou totalmente a BR-376, na noite desta segunda-feira (28), deixa uma cena nunca vista antes na rodovia paranaense. Segundo o Marcelo do Resgate Voluntário, que atua em São José dos Pinhais e Região, há grande quantidade de terra sobre a pista, entre carros e caminhões soterrados.

Em entrevista ao São José Alerta, o socorrista falou sobre a instabilidade que encontrou no quilômetro 669. “Tem muita pedra, muito barro, estava muito perigoso, mesmo. Estava muito instável e todas as equipes estavam em risco, é bem o trecho da Curva da Santa”, disse ele.
De maneira inicial, segundo Marcelo, todo o acionamento aconteceu sem informações do que realmente havia acontecido. “Quando entrou essa ocorrência, não havia número de vítimas, nem de carros atingidos pelo deslizamento. Foi acionado todo o setor de emergência do trecho e região para chegar até a cena e poder entender o que aconteceu nesse desastre”, contou.
A continuidade da chuva dificultou o acesso da equipe de resgate. “Durante o deslocamento a gente se deparou com vários deslizamentos de terra atingindo a pista. A PRF já tinha feito toda a sinalização. Chegamos até o quilômetro 669, o Corpo de Bombeiros já tinha feito um posto de comando em conjunto com a Arteris”, detalhou.

Segundo o socorrista voluntário Marcelo, algumas equipes conseguiram ter mais dimensão da tragédia. “A equipe do GOST junto com a viatura de salvamento da ABT de São José conseguiram acessar o local do deslizamento. Alguns veículos foram visualizados, algumas carretas, inclusive, tem uma pendurada em uma ribanceira. Mesmo assim, não tiveram acesso às vítimas”, disse ele. “O acesso está bem difícil pelo lado de cá e durante o atendimento houve novos deslizamentos, arriscando toda a segurança das equipes”, garantiu.
Para ter acesso às áreas onde possam ter vítimas, as equipes da parte de baixo (vindas de Guaratuba e do Estado de Santa Catarina) farão novas intervenções nesta terça-feira (29).
Policiais militares, bombeiros e equipes da Defesa Civil do Paraná trabalham em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal e a concessionária Arteris Litoral Sul. Uma estratégia em segurança está sendo montada para a continuidade dos trabalhos.