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As buscas por Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, entraram no quarto dia nesta terça-feira (28), na região do Salto das Orquídeas, em Sapopema, no Norte Pioneiro do Paraná. Apesar das dificuldades enfrentadas pelas equipes, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) afirma que a possibilidade de encontrar a jovem com vida ainda não foi descartada.
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Responsável por coordenar a operação, o comandante do 5º Comando Regional do CBMPR, coronel Rafael Lorenzetto, explicou que as buscas começaram no domingo (26), inicialmente tratando a ocorrência como um possível afogamento. Com o passar dos dias, a estratégia foi ampliada para incluir também varreduras na mata e nas margens do rio. “É bem difícil, pela queda e pela dinâmica da ocorrência, que ela esteja com vida. Mas nós não descartamos até o presente momento e estamos procurando ela viva”, afirmou o coronel.
Segundo Lorenzetto, o acidente aconteceu na tarde de sábado (25). Ana Paula fazia uma trilha acompanhada da amiga Ana Caroline e de um guia turístico. Em determinado momento, as duas deixaram o grupo e seguiram por conta própria até um trecho de difícil acesso.
“Eles estavam fazendo uma caminhada com guia. Em determinado momento, as duas deixaram os guias de lado e foram por conta própria para um local onde queriam fazer uma travessia em um rio que estava com uma vazão muito elevada, utilizando uma corda”, explicou.
Conforme o relato da sobrevivente, nenhuma das duas conseguiu concluir a travessia. “A sobrevivente acabou se desprendendo da corda, caiu na cachoeira, foi levada pela correnteza e despencou em uma queda de aproximadamente 45 metros. Ela ficou inconsciente e só reapareceu na manhã de domingo, por volta das 9 horas”, relatou.
Ana Caroline foi encontrada por um guia turístico, recebeu atendimento médico e permanece internada em um hospital de Londrina. Já sobre Ana Paula, o comandante afirma que ainda não há informações concretas sobre o que aconteceu após o momento em que as duas perderam contato.
“Ela não sabe dizer se a Ana Paula permaneceu segurando na corda, se caiu na água ou se conseguiu entrar na mata. Essa é a maior dificuldade da operação, porque não temos nenhuma testemunha que tenha visto o último momento em que ela foi vista com vida.”
No domingo, os bombeiros concentraram os esforços em buscas aquáticas, mas as condições do rio impediram a realização de mergulhos no local onde a jovem teria caído. Com a redução da vazão, a operação foi ampliada. “Na segunda-feira e hoje iniciamos buscas de superfície nas margens e na vegetação. Como o rio baixou bastante, também vamos realizar mergulhos no poço onde ela pode ter caído”, explicou Lorenzetto.
A operação mobiliza bombeiros especializados, mergulhadores, helicóptero, três drones equipados com câmeras termais e equipes que percorrem a mata e o leito do rio. Segundo o comandante, caso Ana Paula não seja localizada na vegetação, a principal hipótese passa a ser de que ela esteja na água.
“Usamos três drones com câmeras termais, helicóptero e equipes fazendo varreduras na mata. Se ela não estiver nessa região, acreditamos que esteja desaparecida na água. Mesmo assim, seguimos trabalhando para encontrá-la.”
A Polícia Civil também acompanha o caso e investiga as circunstâncias do desaparecimento da jovem. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros mantém a operação no Salto das Orquídeas com equipes especializadas e apoio aéreo.