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A deputada federal e pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), defendeu que a nova concessão da Malha Sul assegure a realização dos principais investimentos ferroviários no Paraná antes da utilização do chamado subsídio cruzado para financiar obras em outros estados da região Sul. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27), durante a audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Curitiba.
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Segundo Gleisi, a audiência foi um momento importante para reunir representantes políticos, técnicos e da sociedade civil na discussão sobre o futuro da ferrovia pelos próximos 30 anos. “A realização dessa audiência pública foi muito positiva. Ela reuniu representantes políticos, técnicos, municípios e todos que têm interesse no tema. Isso é fundamental, principalmente para o Paraná, que responde por cerca de 80% da produção transportada na Malha Sul. Precisamos discutir os investimentos necessários para o nosso Estado”, afirmou.
A deputada também manifestou apoio à proposta apresentada pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, de retirar o transporte ferroviário de cargas da área urbana da Capital. “A colocação do prefeito Eduardo Pimentel sobre a retirada dos trens de carga de Curitiba é muito importante. Essa é uma oportunidade que esperamos há muitos anos. A antiga concessão não permitia esse tipo de intervenção, mas agora temos o compromisso do Ministério dos Transportes de buscar essa solução.”
Gleisi destacou que, além de Curitiba, outros municípios também apresentaram demandas durante a audiência, como São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Apucarana e Guarapuava, que convivem com conflitos entre a ferrovia e o crescimento urbano. “É o momento de apresentar à ANTT e ao Ministério dos Transportes todas as preocupações que temos para que essa concessão dê certo. Serão mais 30 anos de contrato e precisamos resolver os problemas dos trilhos dentro das cidades, além de ampliar o transporte ferroviário de cargas.”
Sobre a discussão envolvendo a divisão da concessão em trechos e o receio de que Santa Catarina e Rio Grande do Sul fiquem em desvantagem, a parlamentar afirmou ser favorável ao modelo proposto pela ANTT, que prevê o subsídio cruzado entre os corredores ferroviários.
Segundo ela, o mecanismo garante a viabilidade econômica da concessão, mas os investimentos prioritários devem ocorrer primeiro no Paraná. “Somos favoráveis ao modelo apresentado pela ANTT. O subsídio cruzado resolve essa questão e evita que os investidores escolham apenas os trechos mais lucrativos. O que defendemos é que, como o Paraná responde pela maior parte da movimentação de cargas, os investimentos prioritários sejam feitos aqui, com obras como os contornos ferroviários de Curitiba, o trecho entre Guarapuava e Lapa e a ampliação dos pátios de manobra. Depois disso, os recursos poderão apoiar investimentos nos demais estados.”
A deputada também destacou como positiva a possibilidade de utilização de recursos públicos para complementar os investimentos da futura concessão. “O governo abriu a possibilidade de utilização de recursos públicos para complementar esse processo de concessão, o que é muito importante. Obras de infraestrutura ferroviária exigem investimentos elevados e essa participação pode acelerar a execução dos projetos previstos”, concluiu.