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“Toda vida importa”: ANTT promete buscar soluções para reduzir acidentes ferroviários em Curitiba

A audiência reuniu representantes da ANTT, do Governo do Paraná, entidades ligadas ao setor ferroviário e à engenharia, além da sociedade civil, para apresentar a proposta da nova concessão da Malha Sul
Simulação de acidente envolvendo trem e veículos em Curitiba - 16/05/2026. Foto: Hully Paiva/SECOM
A audiência reuniu representantes da ANTT, do Governo do Paraná, entidades ligadas ao setor ferroviário e à engenharia, além da sociedade civil, para apresentar a proposta da nova concessão da Malha Sul

Luiz Henrique de Oliveira e Vitória Santin

27/07/26
às
15:58

- Atualizado há 24 segundos

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A promessa de buscar soluções para reduzir os acidentes envolvendo trens e veículos em Curitiba e na Região Metropolitana marcou a audiência pública realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nesta segunda-feira (27), no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba. Durante o encontro, o diretor da ANTT, Felipe Fernandes Queiroz, afirmou que o tema será tratado como prioridade na elaboração da nova concessão da Malha Sul, destacando que “toda vida importa”.

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A audiência reuniu representantes da ANTT, do Governo do Paraná, entidades ligadas ao setor ferroviário e à engenharia, além da sociedade civil, para apresentar a proposta da nova concessão da Malha Sul, corredor ferroviário que atravessa os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte de São Paulo. O objetivo foi apresentar os estudos técnicos, as minutas do edital e do contrato da futura concessão, além de receber sugestões para aperfeiçoar o projeto antes do envio ao Tribunal de Contas da União (TCU) e da realização do leilão.

Segundo Queiroz, o atual contrato da Malha Sul termina no início de 2027 e a audiência pública é uma etapa essencial para definir o futuro de mais de 7 mil quilômetros de ferrovias. “O objetivo da reunião é apresentar o projeto da concessão, um novo projeto para o que hoje é denominado Malha Sul. O contrato atual termina no início do ano que vem e precisamos dar uma nova destinação para essa malha ferroviária. Mostramos à sociedade o que os estudos indicam e coletamos contribuições para aperfeiçoar o projeto antes de encaminhá-lo ao TCU e, depois, ao leilão”, afirmou.

Ao comentar a realidade de Curitiba, onde a ferrovia atravessa áreas densamente povoadas e registra um histórico de acidentes, o diretor da ANTT afirmou que a agência reconhece a gravidade do problema e pretende buscar soluções na nova concessão. “Sabemos que, sobretudo na Região Metropolitana de Curitiba, essa é uma demanda muito presente. Precisamos resolver as interferências entre a operação ferroviária e a operação da cidade, que muitas vezes culminam em acidentes, perdas de vidas e pessoas feridas. Isso não é interesse de ninguém. Toda vida importa. A agência está muito atenta a como podemos trazer soluções para esse problema”, destacou.

IEP defende investimentos e retirada dos trilhos da área urbana

Anfitrião da audiência, o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Nelson Luiz Gomes, afirmou que a entidade levou à ANTT propostas consideradas prioritárias para aumentar a capacidade da malha ferroviária e reduzir os conflitos entre os trilhos e a cidade.

Segundo ele, o IEP, que reúne cerca de 4,3 mil associados, apresentou três reivindicações principais: a ampliação dos pátios de cruzamento na Serra do Mar para aumentar o fluxo de trens até o Porto de Paranaguá; a construção de um novo traçado na Serra da Esperança, reduzindo em aproximadamente 100 quilômetros o percurso ferroviário e aumentando a velocidade das composições; e a implantação dos contornos ferroviários de Curitiba, retirando parte da circulação de trens da área urbana.

“O transporte ferroviário é o mais adequado para cargas de baixo valor agregado, como soja, milho e farelo. Com essas obras teremos economia de combustível, menos poluição, menos acidentes e maior capacidade de transporte”, afirmou.

Sobre o contorno ferroviário, Gomes destacou que a obra é necessária para diminuir os acidentes registrados na capital. “Nos últimos 20 anos foram registrados 433 acidentes envolvendo a ferrovia em Curitiba, com uma média de seis mortes por ano. Precisamos retirar esse conflito entre os trilhos e a cidade para preservar vidas e melhorar a mobilidade urbana”, disse.

As contribuições apresentadas durante a audiência serão analisadas pela ANTT e poderão ser incorporadas ao projeto da nova concessão da Malha Sul antes da análise do Tribunal de Contas da União e da realização do leilão.

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